Ansu Fati em destaque nos monegascos
Ansu Fati em destaque nos monegascos - Foto: IMAGO

Registo de Ansu Fati em França impressiona, mas o calvário continua

Extremo do Mónaco, cedido pelo Barcelona, voltou a lesionar-se. Apresenta a melhor média de golos a cada 90 minutos na Ligue 1

Apesar da pouca utilização no Mónaco, Ansu Fati apresenta a melhor média de golos por 90 minutos da Ligue 1 entre os jogadores com pelo menos 500 minutos disputados, mas há más notícias para o extremo, que voltou a lesionar-se e falhou o encontro contra o Estrasburgo, a contar para a Taça de França.

O internacional espanhol de 22 anos, emprestado pelo Barcelona aos monegascos, está a provar que a falta de continuidade não afeta a sua eficácia. As estatísticas colocam o antigo camisola 10 dos catalães no topo dos avançados mais letais do campeonato francês, superando várias das suas principais estrelas.

Com apenas 522 minutos jogados na Ligue 1, distribuídos por 13 partidas e só cinco titularidades, Fati marcou sete golos. Este registo traduz-se numa média impressionante de 1,04 golos a cada 90 minutos, a mais elevada da competição para jogadores com uma utilização semelhante.

O rendimento do extremo por minuto supera, por exemplo, o dos dois melhores marcadores do campeonato. Mason Greenwood, do Marselha, soma 13 golos, mas com uma média de 0,72 por 90 minutos, enquanto Joaquín Panichelli, do Estrasburgo, autor de 11 golos, regista uma média de 0,54. O avançado espanhol supera também o ex-colega de equipa Ousmane Dembélé, que, com uma utilização similar (539 minutos), apresenta uma média de 0,75 golos por 90 minutos.

Além da eficácia, Ansu Fati é já o sétimo jogador com mais golos marcados na presente edição da Ligue 1, um dado que evidencia a falta que o seu poder de fogo faz ao Mónaco, cujos outros melhores marcadores, Balogun e Akliouche, contam com apenas quatro golos cada.

A influência do internacional espanhol não se limita aos golos. Segundo a análise de dados, as suas métricas relativas a remates, golos esperados (xG), perdas de bola e atividade na área são superiores à média dos cinco melhores avançados da liga francesa, uma lista que inclui nomes como Igor Paixão, Greenwood, Dembélé, Kvaratskhelia e Aubameyang.

O grande desafio para Ansu Fati passa agora por ultrapassar definitivamente os problemas musculares que já o fizeram falhar oito jogos esta época, o último dos quais no encontro da taça que ditou a eliminação do Mónaco. O objetivo é claro: ganhar mais minutos e manter o nível exibicional que tem demonstrado em França.