Leandro Barreiro com Gianluca Prestianni quando o jogo estava interrompido — Foto: Miguel Nunes
Leandro Barreiro com Gianluca Prestianni quando o jogo estava interrompido — Foto: Miguel Nunes

Prestianni sensibilizado com apoio do Benfica

Extremo argentino muito agradecido pela defesa do clube. Sente-se no olho do furacão e magoado e mantém que acusação de Vinícius Jr. é falsa. «Deixemos o espetáculo de lado», pediu o empresário

Gianluca Prestianni defendeu-se, ontem, nas redes sociais das acusações de racismo. Ficou sensibilizado com a posição do Benfica, que o defendeu e prometeu continuar ao lado dele. Reconhece que a circunstância é difícil, também, para o clube e está, por isso, muito agradecido.

No dia seguinte ao jogo com o Real Madrid, o extremo de 20 anos sentiu o peso do que se passou no relvado — acusado de ter chamado macaco a Vinícius, foi incapaz de isolar-se dos efeitos mediáticos de uma acusação gravíssima. Se aos companheiros e a José Mourinho, logo após a partida, negou as afirmações de Vinícius, continuou a manter a versão, ontem, com quem contactou.

O plantel dos encarnados gozou um dia de folga e só esta manhã volta ao Seixal. Prestianni teve, pois, tempo para refletir. E começou a sentir os efeitos emocionais negativos do que se passou no relvado. Está magoado e sente-se no olho do furacão. Tem sido aconselhado, pelo círculo mais próximo, a seguir em frente e também tem ouvido muitas vezes que tudo passará com o tempo.

Gastón Gata Fernández, empresário de Prestianni, está em Lisboa. Assistiu ao jogo no estádio e tem apoiado o extremo argentino. Ontem, nas redes sociais, saiu em defesa dele.

«Jogo da Champions, pulsação acelerada, Vinícius e um jogo à parte com o público do Benfica, uma discussão em que Gianluca defende a sua equipa pela falta de respeito do jogador visitante contra o seu público... Eu estava no campo e foi isso que vi», começa por escrever o agente de Prestianni.

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«Depois vem tudo o que significa uma figura mundial como Vinícius. Há milhões de imagens em que os jogadores cobrem a boca com camisolas ou mesmo com a própria mão para que não se possam ler os seus lábios... Daí a um ato de racismo, parece-me que podem existir muitas maneiras de tirar vantagem», prosseguiu, antes de acabar com prova de confiança ao jovem: «Acredito e confio em Gianluca, porque ele tem o conhecimento e o profissionalismo para se comportar como um jogador de futebol de elite. Sejamos justos e deixemos o espetáculo de lado. Só Prestianni e Vinícius sabem o que foi dito.»

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Prestianni sabe que só lhe resta um caminho — continuar a clamar por inocência e concentrar-se nos treinos. Hoje volta ao Seixal, na esperança de que seja o primeiro passo rumo à normalidade.