Messi e Pochettino no PSG
Messi e Pochettino no PSG

Pochettino lembra quando substituição de Messi motivou reação... da esposa

Atual selecionador dos Estados Unidos recorda episódio de 2021 e defende-se

Mauricio Pochettino, atual selecionador dos Estados Unidos, recordou a polémica decisão de substituir Lionel Messi durante um jogo do PSG contra o Lyon, em 2021, revelando a forte reação que a sua escolha provocou, inclusive do então diretor desportivo Leonardo e da sua própria esposa.

O episódio remonta a 19 de setembro de 2021, num jogo da 6.ª jornada da Ligue 1 entre o PSG e o Lyon. Aos 76 minutos, com o jogo empatado, Pochettino decidiu retirar Messi de campo para dar lugar a Achraf Hakimi. A decisão gerou controvérsia, uma vez que o astro argentino raramente é substituído e o seu descontentamento foi visível ao sair do relvado com o rosto fechado. Recorde-se que o PSG acabaria por vencer por 2-1, com um golo de Mauro Icardi no último segundo.

Cinco anos depois, em entrevista ao podcast Stick To Football, o técnico argentino admitiu que se arrepende de não ter consultado o jogador antes de tomar a decisão. No entanto, reiterou a justificação que deu na altura: a intenção era proteger Messi, que se queixava de um problema no joelho.

«A minha intenção era preservá-lo para a Liga dos Campeões», confirmou Pochettino: «Se não tivesse feito essa escolha, ter-se-ia lesionado, o que teria tido consequências para o Campeonato do Mundo de 2022.»

A decisão não foi bem recebida nos bastidores do Parque dos Príncipes. Pochettino revelou que foi confrontado por Leonardo, na altura diretor desportivo do clube. «Porquê? Falei com o Leo e ele disse-me que não se importava. As pessoas pagam para o ver jogar 90 minutos», terá dito o dirigente brasileiro.

A pressão não terminou no estádio. Ao chegar a casa, a esposa alertou-o para a dimensão da polémica. «Na Argentina, estão a destruir-te. E em França também», disse-lhe. Apesar das críticas, Pochettino defende a sua escolha, afirmando que agiu a pensar no bem do jogador.

«Não queria provar que era mais corajoso do que qualquer outro treinador, mas, no momento, pareceu-me ser a melhor coisa a fazer por ele», concluiu.

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