O que se passa com Morata? Crise de golos e Mundial em risco
Com apenas um golo marcado em 17 jogos pelo Como, Álvaro Morata atravessa um momento de forma delicado que ameaça a sua presença na seleção de Espanha para o Mundial 2026. O jogador de 33 anos, campeão europeu em 2024, está a ser ofuscado pelo seu concorrente direto na equipa italiana e não é convocado por La Roja desde setembro.
Apesar de o Como ocupar um surpreendente sexto lugar na Serie A, a cinco pontos dos lugares de acesso à UEFA Champions League e com um jogo a menos, o desempenho individual de Morata está longe de impressionar. O seu único golo foi apontado a 27 de janeiro, contra a Fiorentina, para a Taça de Itália. Em contraste, o colega de equipa Anastasios Douvikas já soma 11 golos em 26 partidas.
Recorde-se que Morata, com um currículo que inclui passagens por Real Madrid, Juventus, Chelsea, Atlético de Madrid e Milan, chegou ao Como no verão, por empréstimo dos milaneses, com uma cláusula de compra obrigatória de 9 milhões de euros. A transferência reuniu-o com Cesc Fàbregas, seu antigo colega na seleção e atual treinador do conjunto transalpino.
Na sua chegada, o avançado mostrou-se entusiasmado com o projeto. «Estou muito feliz por ter chegado a Como. No ano passado, ao jogar contra eles, pude apreciar a equipa e o projeto. Vê-se que há muita ambição. Prometo aos adeptos e ao clube que me darei a 200% em cada treino e em cada jogo», afirmou na altura.
Apesar da seca de golos, Morata conta com a defesa pública do seu treinador. Já em novembro, Fàbregas desvalorizava a falta de eficácia do seu pupilo. «Infelizmente, ele não marca, mas o futebol é assim. Morata está nas manchetes, é um jogador importante. É o que lhe digo: no dia em que as pessoas deixarem de falar de ti, é aí que deves começar a preocupar-te», afirmou, recordando o exemplo de Thierry Henry no Arsenal. «Estaria mais preocupado se ele não tivesse tido oportunidades de marcar em todos os jogos. Calma!», acrescentou Fàbregas.
A carreira de Morata tem sido marcada por alguma irregularidade. Após sagrar-se campeão europeu com a Espanha em 2024, transferiu-se para o Milan, onde marcou apenas seis golos em 25 jogos. Acabou por ser emprestado ao Galatasaray, na Turquia, onde apontou sete golos em 16 encontros, antes de rumar ao Como.
Contudo, o apoio do seu treinador pode não ser suficiente. O avançado falhou as duas últimas convocatórias da seleção espanhola e o seu último jogo pela Espanha remonta a 7 de setembro, numa goleada por 6-0 sobre a Turquia. A quatro meses do Mundial, a sua chamada está longe de ser um dado adquirido.