«Não somos robôs»: irmão explica o calvário de Pogba no Mónaco
Apenas três curtas aparições na Ligue 1, somando escassos 30 minutos de jogo: este é o desolador balanço de Paul Pogba ao serviço do Mónaco esta temporada. O campeão do Mundo em 2018 pela França, que chegou ao clube do principado no verão com a esperança de relançar a carreira e lutar por um lugar no Mundial 2026, tem vivido um verdadeiro pesadelo, acumulando lesões e desilusões.
A situação do médio de 32 anos agravou-se na semana passada, quando os monegascos o retiraram da lista de jogadores inscritos para a UEFA Champions League, o que o impede de defrontar o PSG nos play-offs de acesso aos oitavos de final, agendados para 17 e 25 de fevereiro.
Convidado do programa Rothen s'enflamme, da rádio RMC, o irmão Mathias Pogba abordou a fase difícil do jogador, mostrando-se, ainda assim, confiante no seu regresso.
«É frustrante, não só para ele, mas para toda a família», começou por dizer Mathias. «Eu disse-lhe que não podia voltar a 100% de imediato. Esperávamos mais do seu regresso [após longa suspensão por doping], mas o corpo já não estava habituado a este tipo de ritmo de alta intensidade. Não somos robôs. Quando se regressa, é preciso ir aos poucos, senão o corpo envia sinais. É exatamente o que lhe está a acontecer», explicou, recordando que o último jogo oficial de Paul antes de assinar pelo Mónaco datava de 3 de setembro de 2023, em Empoli.
Atualmente, Paul Pogba recupera de uma lesão no gémeo esquerdo contraída em dezembro. Apesar dos contratempos, o jogador, com contrato até 2027, mantém a esperança de voltar aos relvados em breve.
«É mais a nível mental que se torna penoso», admitiu o irmão. «Temos muitas expectativas, estamos entusiasmados e depois levamos outra pequena facada nas costas. É preciso levantar-se vezes sem conta. Há a vontade de voltar a jogar, mas o corpo diz para não ir demasiado depressa. Será preciso ter paciência», acrescentou Mathias Pogba, internacional A pela Guiné que está atualmente sem clube.
Enquanto o regresso não acontece, o apoio familiar não falta. «Enviamos-lhe mensagens de encorajamento. O resto, é ele que tem de gerir. Ele conhece este meio há anos. Nós apenas fazemos a nossa parte, o resto é com ele», concluiu. Por agora, o Mónaco continua sem uma data prevista para o regresso do seu camisola 8 aos treinos.
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