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«Não conheço nenhum espanhol chamado Jamel», diz líder da federação marroquina
Lamine Yamal nasceu em Esplugues de Llobregat, nos arredores de Barcelona, em Espanha, tem ascendência marroquina (da parte do pai), e decidiu representar a roja, algo que ainda não foi ultrapassado no seio da seleção magrebina, como ficou patente numa recente entrevista do presidente da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) à Onze Mondial.
«Respeitámos a escolha de Jamel, nunca a contestámos. Nunca mudámos o nosso comportamento para com Jamel, nem para com a sua família que, tanto quanto sei, vem muitas vezes passar férias cá, sobretudo nas províncias do Norte, a sua terra natal. Serão sempre bem-vindos», disse Fouzi Lekjaa.
Embora tenha negado ressentimentos, o presidente da federação marroquina não deixou de fazer observação mordaz: «Lamine Jamel. Eu não conheço nenhum espanhol que se chame Jamel.» O jogador, note-se, chama-se Lamine Yamal Nasraoui Ebana e optou usar na camisola os dois primeiros nomes.
«Para nós, é o futebol, a universalidade do futebol. Jogar numa equipa com uma nacionalidade administrativa, por escolha, não mudará em nada os laços com o país. A nossa história e a nossa civilização deixam-nos orgulhosos e capazes de sentir ainda mais orgulho quando, efetivamente, a nação marroquina participa no florescimento de uma seleção nacional amiga e vizinha como Espanha», acrescentou.
O internacional espanhol de 18 anos jogou nas seleções jovens de Espanha e, antes de chegar à equipa principal, teve a possibilidade de jogar por Marrocos, terra natal do seu pai, Mounir Nasraoui — a FRMF, de resto, desenvolveu várias iniciativas nesse sentido, mas não foi capaz de convencer o extremo.