Maxi Araújo em luta titânica com Borja Sainz (Foto: Catarina Morais/KAPTA+)
Maxi Araújo em luta titânica com Borja Sainz (Foto: Catarina Morais/KAPTA+)

Maxi de ponta a ponta e Suárez na ponta final (as notas do Sporting)

Uruguaio não deixou um pingo de suor por suar e o colombiano, 'desaparecido' até cerca dos 70 minutos, apareceu em grande na parte final. Catamo talvez tenha saído demasiado cedo
(7) Maxi Araújo
Intensidade constante, fiel ao ADN uruguaio. Teve enorme carga defensiva frente a Pepê e Alberto Costa, ganhando muitos duelos e não fugindo ao confronto. Ofensivamente, apareceu bem em combinações e cruzamentos, nomeadamente perto do intervalo, criando uma das melhores ocasiões do Sporting antes do descanso. . Muito forte nos confrontos físicos, sem deixar um pingo de suor na camisola ou um metro do relvado por percorrer. Exibição de grande entrega e fiabilidade de ponta a ponta, manchada apenas quando ultrapassou o limite da impetuosidade quando, num lance com Pepê, se envolveu em picarias desnecessárias com o banco do FC Porto, respondendo a palavras de Cláudio Ramos.

(6) Rui SilvaJogo tranquilo durante mais de uma hora, praticamente sem ser chamado a intervir entre os postes. Mostrou conforto com os pés, embora tenha assumido riscos excessivos numa saída curta para a esquerda que quase deu golo a Pepê. No lance do golo de Fofana nada pôde fazer após sucessivas falhas defensivas à sua frente.

(6) FresnedaCompetente na primeira parte, equilibrando bem as tarefas defensivas com algumas projeções, ainda que sem grande critério no último terço. Cresce ofensivamente no segundo tempo, assina o primeiro remate enquadrado do jogo e está ativo até ao fim. Defensivamente, porém, teve dificuldades evidentes com Francisco Moura instantes antes do golo do FC Porto e participa, involuntariamente, na sequência de ressaltos do 0-1. Final de jogo positivo, a forçar a grande penalidade com o cruzamento para o braço de Rodrigo Moura.

(6) DiomandeSempre muito envolvido, especialmente atento a Samu na primeira parte. Forte no duelo físico, agressivo na antecipação e importante nos cortes dentro da área, como um decisivo aos 71 minutos. O amarelo perto do intervalo resulta desse excesso de ímpeto, mas nunca perdeu concentração. Um dos esteios defensivos da equipa.

(6) Gonçalo Inácio Jogo seguro na maior parte do tempo, bem posicionado e sem complicações defensivas. Tentou variar a construção com passes longos, sobretudo para Fresneda e para o lado direito. No lance do golo sofre com a bola a passar-lhe entre as pernas, num momento infeliz num jogo até aí bastante sólido.

(6) HjulmandMais posicional do que noutros jogos, dando maior equilíbrio à equipa. Esteve mais disciplinado taticamente e menos exposto em transições. Cresceu no último quarto de hora, aparecendo com critério na construção e quase marcando num remate fortíssimo já no período de compensação, travado apenas por um grande corte de Alan Varela. Jogo consistente e em clara subida, impulsionando a equipa nos últimos minutos.

(6) MoritaMuito forte na leitura de jogo, decisivo a travar contra-ataques (como o corte sobre Pepê aos 10’) e sempre disponível para dar continuidade à posse. No lance do golo do FC Porto ainda evita o primeiro remate, mostrando compromisso total. Sai aos 79 minutos depois de uma exibição positiva, confirmando subida de forma.

(7) Geny CatamoJogo de altos e baixos. Tentou muito, foi persistente e nunca se escondeu, mas esbarrou quase sempre na vigilância apertada de Martim Fernandes. Ainda assim, teve um momento de grande explosão aos 24’, quando passou em velocidade e tentou um remate ambicioso. No segundo tempo estava a criar mais problemas do que no primeiro, o que torna a sua substituição algo surpreendente.

(6) Francisco TrincãoPrimeira parte claramente abaixo do que se espera da sua qualidade: pouca bola, pouca influência e decisões inconsequentes. Melhorou na segunda parte, apareceu mais vezes em zonas interiores e esteve perto do golo com um remate cruzado aos 82’. Participa no lance que origina o remate de Hjulmand e termina o jogo mais ligado, mas a exibição global fica aquém do que se esperaria.

(6) Pedro Gonçalves Condicionado fisicamente, algo evidente na explosão e nas mudanças de ritmo. Começou mais afastado da área e teve dificuldades perante a forte marcação de Bednarek. Ainda assim, foi dele um passe longo de grande qualidade para Fresneda e algumas tentativas de desequilíbrio mais perto da área adversária. Sai compreensivelmente, ainda em processo de recuperação.

(7) Luis Suárez Muito sacrificado no jogo sem bola, a liderar a primeira linha de pressão com Pedro Gonçalves. Teve pouquíssimas oportunidades, fruto da escassa presença do Sporting em zonas de finalização durante largos períodos. Esteve perto do golo perto do intervalo, mas encontrou sempre Bednarek pelo caminho. Frio e eficaz no momento decisivo: falha o penálti, mas reage rápido e marca na recarga. Ponta-de-lança de área até ao fim. Subiu imenso de rendimento na ponta final do jogo, sobretudo quando o Sporting se viu a perder.

(5) Luís Guilherme Entrou para dar irreverência pelo corredor direito, tentou várias vezes o movimento interior para remate, mas sem sucesso. Desta vez, faltou-lhe eficácia e clareza na decisão.

(-) Daniel Bragança Pouco em jogo, não por culpa própria. Entrou numa fase em que o jogo estava partido, com transições constantes e pouca posse continuada. Não conseguiu pegar no ritmo do encontro.

(-) Faye Lançado para mexer com o lado esquerdo do ataque, procurando explorar Alberto Costa, mas sem impacto real. Poucas ações relevantes e dificuldade em encontrar espaço.