Jorge Braz: «Não gosto nada da palavra vice, temos de eliminá-la»
No dia seguinte à final perdida frente à Espanha, o sentimento dominante na chegada da Seleção Nacional a Portugal foi de tristeza, mas também de ambição e confiança no futuro.
Pedro Proença sublinhou o momento histórico vivido pelo futsal, apesar do desaire. «Começámos a habituar-nos a esta normalidade de estar em finais. Este foi um ano absolutamente único: sete finais disputadas, cinco títulos conquistados. No futsal somos, efetivamente, a grande potência mundial», afirmou, garantindo que o presente e o futuro estão assegurados. O presidente da FPF foi ainda mais longe nas projeções: «Daqui a quatro anos vamos ser campeões da Europa e daqui a dois anos vamos à procura do Mundial. Queremos ganhar sempre, sem arrogância.»
Jorge Braz, selecionador nacional, assumiu a frustração pela final perdida, a primeira da sua carreira, mas reforçou o orgulho no percurso. «Não concluímos da forma que queríamos, mas siga. Estava mesmo convencido que houve uma taça que já não tínhamos, pensei que só ia ter que recuperar uma, vamos ter que recuperar duas. É assim que temos que olhar para o futuro», disse, lembrando que a exigência passou a ser permanente: «Não gosto nada da palavra vice, temos de conseguir eliminá-la.»
A voz do balneário fez-se ouvir por Bruno Coelho. O capitão admitiu noites mal dormidas, mas destacou a identidade da equipa. «É um bocado difícil, mas o que nos define é a nossa ambição, o que nós queremos a seguir à derrota. E o melhor do desporto é que nos dá outras oportunidades de fazer mais e melhor. Agora, é descansar um bocado a cabeça e continuar a trabalhar porque hão de vir momentos bons com certeza.»