João Almeida não resiste a Evenepoel e é segundo na Volta a Valência
Evenepoel atacou numa subida de 1.ª categoria, a pouco mais de 10 quilómetros da meta, isolou-se, ganhando rapidamente uma vantagem de 20 segundos. João Almeida liderou a perseguição, com os italianos Antonio Tiberi (Bahrain) e Giulio Pellizzari (Red Bull), mas naturalmente apenas o primeiro cooperou com o português.
O companheiro de equipa de Almeida, o norte-americano Brandon McNulty, ainda pôde dar uma ajuda nos três quilómetros finais, mas não foi suficiente.
João Almeida foi segundo classificado na quarta etapa da Volta à Comunidade Valenciana, conquistada em solitário por Remco Evenepoel, que assumiu a liderança da prova espanhola.
O ciclista português da UAE Emirates foi o melhor dos perseguidores do belga da Red Bull-Bora, cedendo apenas 24 segundos na meta. Na classificação geral, Almeida ocupa agora o segundo posto, a 29 segundos da camisola amarela de Evenepoel, quando falta apenas uma etapa para o final da corrida.
A decisão da etapa surgiu a pouco mais de 10 quilómetros da meta, numa subida de 1.ª categoria, quando Evenepoel atacou e se isolou. João Almeida assumiu de imediato a liderança da perseguição, acompanhado pelos italianos Antonio Tiberi (Bahrain) e Giulio Pellizzari (Red Bull), sendo o português praticamente o único a trabalhar de forma consistente para tentar reduzir a vantagem do líder.
Nos quilómetros finais, João Almeida contou ainda com o apoio do seu companheiro de equipa Brandon McNulty, que tentou relançar a perseguição, mas o esforço conjunto não foi suficiente para alcançar Evenepoel.
A etapa foi marcada desde cedo por um ritmo muito elevado, com uma fuga inicial de oito corredores. Steff Cras e Julien Bernard destacaram-se como os trepadores mais ativos, atacando no Coll de Rates e no Alto del Miserat, mas o pelotão, sempre bem controlado pela equipa de Evenepoel, nunca deixou que a vantagem se tornasse perigosa.
Nas duríssimas rampas iniciais da Cumbre del Sol, a corrida ganhou contornos definitivos. Após um forte lançamento de Giulio Pellizzari, Evenepoel acelerou e isolou-se, com João Almeida a assumir novamente a responsabilidade da perseguição, inicialmente ao lado de Antonio Tiberi e com o apoio de Brandon McNulty e Aleksandr Vlasov.
Apesar do esforço do português, Evenepoel continuou a aumentar a vantagem até ao topo da subida e realizou um poderoso contrarrelógio individual até à meta, superando ainda uma rampa com inclinações próximas dos 20% e a descida final.
Atrás, a perseguição nunca encontrou a organização necessária. McNulty tentou por diversas vezes ajudar Almeida, mas a falta de coesão impediu uma verdadeira aproximação, com a diferença a manter-se em torno dos 20 segundos.
No grupo perseguidor, João Almeida foi o elemento mais forte, colaborando com Tiberi e impondo-se no sprint final, o que lhe permitiu conquistar seis segundos de bonificação pelo segundo lugar na etapa. Ainda que a desvantagem para Evenepoel pareça difícil de anular na derradeira etapa, o português confirmou o seu excelente momento de forma e o estatuto de principal rival do belga nesta Volta à Comunidade Valenciana.