Fernando Sá: «Fomos justos vencedores, mas... técnicas, técnicas e mais técnicas prejudica-nos»
Se Luís Magalhães viu o Sporting interromper uma sequência de seis vitórias na Liga Betclic e sofreu o segundo desaire em casa ao perder na 14.ª jornada por 76-82 (21-21, 21-21, 16-20, 18-20), já Fernando Sá, interrompeu a série de dois desaires face aos da capital nesta temporada, para a Liga (76-82) e Taça Hugo dos Santos (88-108), e somou a segunda vitória seguida nos últimos quatro jogos, e sexta em oito. Daí que tenha gostado da forma como a equipa procurou a vitória num encontro quase sempre equilibrado, mas onde os azuis e brancos lideraram quase todo o último período.
«Penso que fomos os justos vencedores pela forma como lutámos. Não quer dizer que o Sporting também não o tenha feito, mas acho que estivemos bastante intensos em termos defensivos, concentrados... e também muito desconcentrados na forma como temos de reagir a alguma coisa que seja do nosso desagrado», começou por dizer o líder dos portistas referindo-se aos três jogadores que acabaram excluídos por acumulação de faltas técnicas e antidesportivas.
«Temos de estar conscientes — isto tem acontecido com alguma frequência —: jogadores com [faltas] técnicas e antidesportivas, e mais técnicas, e mais técnicas, e mais técnicas, que isso vem-nos a prejudicar. Acho que todos fazem falta, e isso acaba por nos tirar a concentração na partida. Dessa parte, eu acho que nós temos de melhorar bastante».
«Nos aspetos ditos do jogo, acho que em termos ofensivos — ainda não vi a estatística, mas parece-me — que partilhámos muito bem a bola [26 assistências], com boas soluções de lançamento, boas atuações em termos de ressalto, boas transições defensivas e ofensivas. Quando isso acontece — são só sensações porque eu não vi nada ainda de estatística — parece-me que estamos mais perto de vencer».
Interrogado se Tanner Omlid, que recuperou cinco bolas e foi decisivo no derradeiro quarto, se não havia sido um bocado o reflexo da equipa num embate de muita luta, entrega, de segundas oportunidades de lançamento e, roubos de bola, não haviam sido factores decisivos, Sá concordou. «Sim, eu que a forma rigorosa com que tentámos controlar as ações dos adversários, quer em termos coletivos, quer em termos individuais, tirámos vantagens disso».
«Acabámos por forçar os atletas do Sporting a tomar decisões a que não estão tão habituados, as percentagens [de lançamento] baixaram, e isso dá-nos segundas oportunidades, quer de transição, quer em termos ofensivos».
«Mesmo em termos ofensivos, quando tomamos boas decisões, a hipótese de ganharmos o ressalto ofensivo é maior. Mas essencialmente isso foi mais na defesa, em que realmente recuperámos muitas bolas e fizemos muitos pontos em transição», acabou por declarar o técnico portista.