Max Verstappen, tetracampeão mundial de Fórmula 1
Max Verstappen, tetracampeão mundial de Fórmula 1, ainda não decidiu o seu futuro. IMAGO - Foto: IMAGO

Fórmula 1 cede a Max Verstappen, mas futuro do piloto continua incerto

O neerlandês da Red Bull ocupa o sexto lugar na classificação de 2026, sem qualquer vitória, somando apenas 109 pontos e quatro pódios, enfrentando dificuldades tanto com o carro como dentro dele

A Fórmula 1 irá implementar uma importante alteração aos regulamentos, há muito desejada por Max Verstappen, numa altura em que se discute o futuro do piloto neerlandês na modalidade.

O tetracampeão mundial tem sido um dos maiores críticos das novas regras para os chassis e unidades de potência introduzidas em 2026, que coincidiram com uma quebra de competitividade da Red Bull. Atualmente, Verstappen ocupa o sexto lugar na classificação de 2026, sem qualquer vitória, somando apenas 109 pontos e quatro pódios, enfrentando dificuldades tanto com o carro como dentro dele.

A principal queixa do piloto de 28 anos prende-se com o aumento do elemento elétrico no sistema híbrido, que atualmente tem uma proporção de quase 50/50. Verstappen tem defendido ativamente uma redução desta percentagem, argumentando que a configuração atual promove técnicas de condução pouco naturais e uma utilização excessiva da energia elétrica.

As suas preocupações ganharam mais peso após um aparatoso acidente de Oliver Bearman no Japão, que levou a pequenas alterações nos regulamentos antes do Grande Prémio de Miami. As regras de 2026 chegaram a ser classificadas como perigosas para os pilotos.

Agora, a Fórmula 1 prepara-se para ajustar a proporção de energia elétrica para 58/42 em 2027, com o objetivo de atingir os 60/40 em 2028. Este último valor corresponde ao rácio mínimo que Verstappen considera aceitável.

Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, confirmou ter discutido estas alterações com o piloto neerlandês. «Para os pilotos que já experimentaram a mudança para o próximo ano no simulador, [dizem] que vai na direção certa», afirmou Domenicali à comunicação social. «E também discutimos isso com o Max», acrescentou.

No entanto, o CEO fez questão de sublinhar que a decisão não se deveu exclusivamente a Verstappen. «Não se esqueçam que existe uma governação em vigor e, para alterar os regulamentos, as equipas e os construtores precisam de estar de acordo com a posição da FIA e da Formula 1 Management», explicou. «Queríamos ser ainda mais agressivos [na divisão 58/42], mas foram as equipas que aceitaram isso».

A decisão de implementar as alterações de forma faseada, ao longo de 2027 e 2028, foi tomada para mitigar os custos para as equipas.

Apesar de a F1 ir ao encontro das exigências de Verstappen, o seu futuro na modalidade continua a ser alvo de especulação. Domenicali acredita que o piloto ficará «muito feliz» com as mudanças e mostrou-se confiante na sua permanência.

«Tenho uma relação incrível com ele», confessou o CEO. «A Fórmula 1 é suficientemente grande para ele fazer parte de nós, mas, claro, ele decidirá o futuro da forma que preferir, e o desporto seguirá em frente. Estamos a discutir juntos o seu futuro e os regulamentos para o futuro. A minha opinião é que o Max vai ficar connosco, e espero mesmo que sim», concluiu.

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