João Fernandes tenta travar Tanner Omlid      Fotografia Miguel Nunes/A BOLA
João Fernandes tenta travar Tanner Omlid Fotografia Miguel Nunes/A BOLA

FC Porto deixa o Sporting em 'turnover' no clássico

Leões, que vinham de seis vitórias na Liga Betclic, cometeram 23 turnovers que deram 20 pontos ao nortenhos. Estes resolveram a partida a defender com um parcial de 3-11 durante o 4.º período e nunca mais olharam para trás e até nem sentiram falta dos três jogadores que foram ficando excluídos por faltas técnicas e antidesportivas, afinal o seu banco trouxe mais do que os suplentes da casa

Após, na passada semana, ter ido à Luz quebrar a invencibilidade do Benfica na Liga Betclic e em casa depois de 2 anos, 3 meses e 20 dias (33 jogos seguidos), o Sporting viu interrompida a série de seis vitórias seguidas no campeonato ao ser batido pelo FC Porto por 76-82 (21-21, 21-21, 16-20, 18-20) à 14.ª jornada.

Foi o segundo desaire dos leões no Pavilhão João Rocha, depois de terem perdido contra o Benfica (66-103) na 2.ª ronda, e a primeira vez que não conseguiram superar o azuis e brancos esta época, tendo sido bem-sucedidos na 1.ª volta da fase regular (76-82) e para a Taça Hugo dos Santos (88-108).

Tudo para apimentar mais a hipótese de, dentro duas semanas, reencontrarem-se na final da Taça de Portugal, caso ganhem na meia-final da Final Four. A acontecer será a repetição da discussão do troféu de 2024/25, onde os portistas levaram a melhor. Para já, na Liga, estes somaram a segunda vitória seguida nos últimos quatro jogos e sexta em oito mantendo a ambição de ascender ao 3.º lugar.

Com 14 pontos Taner Omlid (4 res, 4 ass, 45 rbl) foi o melhor marcador do FC Porto, seguido de Javian Davis (13 pts, 10 res) e Robert Beran (11 pts, 3 res) numa conjunto onde seis dos nove elementos utilizados alcançaram, pelo menos, uma dezena de pontos, e com Davis e Miguel Maria (10 pts 10 ass) a conseguirem um duplo-duplo.

Num embate em que se registaram sete igualdades, a última aos 62-62, e onde, depois de uma inicial ascendência dos locais, os nortenhos chegaram a comandar por 8 (25-33) graças a um parcial de 0-12 no 2.º quarto, anulado, no entanto, com outro de 12-0 (37-37).

Tudo ficou decido no quarto final, quando os forasteiros desfizeram a derradeira liderança do Sporting (66-65) com uma sequência de 3-11 (66-76).

O FC Porto intensificou a pressão defensiva, com destaque para Omlid, e os da capital cometerem 8 dos seus turnovers (tantos quantos tinham ao intervalo) no 4.º período. Acabaram com 23(!), que proporcionaram 20 pontos ao adversário, que até esteve mal da linha de lance livre (12/22, 55%) e à ida a o balneário só perdera três bolas. Terminou com 13 turnovers e 26 assistências.

O Sporting liderou a luta das tabelas (41-35), mas foram os dragões a marcar mais dentro da área pintada (26-30), tirando ainda vantagem nos pontos a partir de contra-ataque (4-13), muito devido às bolas recuperadas, e da efetividade dos jogadores vindos do banco: 36-19.

E tudo isto apesar de terem tido três elementos: Cornelius Hudson (2 pts, 2 res, Omlid e Johnathan Dunn (10) excluídos por acumulação de faltas técnicas e antidesportivas.

Nos triplos, onde Vlad Voysto, com dois, ajudou a construir o momento que lançou os dragões para o triunfo, os de Alvalade concluíram 10/32 (31%) e os nortenhos 12/31 (38%).

Diogo Ventura (18 pts, 5 ass), Brandon Johns (15 pts, 7 res, 4 ass) e Francisco Amarante (12 pts, 7 res, 3 ass) ficaram acima da dezena no Sporting.