Sporting melhor do que o FC Porto no clássico da Taça (foto SCP)

Sporting de outra dimensão vence FC Porto e segue em frente na Taça de Portugal

Leões impuseram a classe de bicampeão e de equipa de Champions na segunda parte do clássico na Dragão Arena, triunfando por 40-35. Em frente para os quartos de final

O Sporting impôs a lei do mais forte, do superior talento e classe, de bicampeão nacional e de equipa de Champions, para vencer o FC Porto na Dragão Arena, por 40-35, e avançar assim para os quartos de final da Taça de Portugal.

Os portistas equilibraram a partida na primeira parte, que terminou com um empate, justo, a 18 golos, mas após o intervalo os leões foram crescendo no jogo, quase impercetíveis, e distanciando-se no marcador paulatinamente, discretos, mas eficazes, sentenciando a eliminatória ainda a cinco minutos do final, quando atingiram mão cheia de avanço.

O clássico começou abundante em golos. Sete em quatro minutos, após primeira vantagem dos anfitriões para a reviravolta dos visitantes: 3-4. Frutuosa competição entre apelidos Costa: o sportinguista Kiko chega rapidamente aos quatro golos, numa eficácia de quase 100% e responde o homónimo portista Vasco, com três. No entanto, pertenceu a Mamadou Gassama Cossokho o privilégio de abrir a primeira vantagem importante, para os leões, de três golos, aos 5-8, à passagem do 10.º minuto.

Quatro defesas consecutivas, incluindo um livre de sete metros, de Ante Grbavac, estreante guarda-redes bósnio do FC Porto, contratado para suprir a ausência prolongada por lesão de Diogo Rêma, permitiu aos dragões darem a volta àquela desvantagem, colocando-se pela segunda vez na segunda liderança - a primeira ao 1-0 inicial (9-8).

Mas também na baliza houve a concorrência direta na eficiência. Andre Kristensen não fez por menos do que o homólogo azul e branco e começou a brilhar entre os postes verdes e brancos com punhado de defesas que contribuiram para que a partida, a partir dos 15 minutos, entrasse em longa fase de equilíbrio inquebrável, sucedendo-se os empates, golo a golo, até ao último segundo. Quando Pol Rovira incendiou a Arena, ao fazer 18 igual.

Os primeiros dois golos da segunda parte são do Sporting, para 19-21, mas o FC Porto não demorou a hierarquia... da paridade (22). Mas de pouca dura. A equipa de Ricardo Costa forçou e meteu-se outra vez a dois de distância. Grande defesa agora de Sebastian Abrahamsson (substitui ao intervalo Grbvac), a evitar que o Sporting avançasse para três golos de vantagem. Mais uma vez, situação efémera. O FC Porto acumulava erros ofensivos e os leões aproveitavam. Aos 12.24 minutos, avançavam para três golos à maior (25-28), forçando o treinador Magnus Anderson a reunir as tropas. Só que Kristensen voltou a fazer das suas. Defendeu livre de 7 metros, oferecendo aos seus companheiros a possibilidade de aumentar para quatro o avanço. Perdida. Valeu Abrahamsson na baliza contrária.

Os dragões tentavam reagir, encurtar o atraso, mas o Sporting começou a impor o superior gabarito bicampeão, de equipa de Champions, e manteve alta a eficácia, principalmente a de ataque, para preservar a liderança no marcador. E jogando ainda com o cronómetro. E a 9 minutos do fim, reforçou o proveito para quatro golos (30-34), começando a definir o desfecho da eliminatória.

À entrada dos derradeiros 5 minutos, golpe de misericórdia. Após outra falha ofensiva dos portistas, os leões não perdoaram e aumentaram a vantagem para cinco golos (32-38), e sentenciou a eliminatória.