Apoio dos adeptos do FC Porto à equipa em Rio Maior foi para lá dos 90 minutos, apesar da derrota - Foto: Sérgio Miguel Santos
Apoio dos adeptos do FC Porto à equipa em Rio Maior foi para lá dos 90 minutos, apesar da derrota - Foto: Sérgio Miguel Santos

FC Porto: o 'combustível' após a derrota e a mensagem de Farioli

Reação dos adeptos portistas na derrota em Rio Maior foi primeira dose de motivação para o clássico frente ao Sporting. Palavras de Farioli também direcionadas para dentro. André Villas-Boas marcou presença no Olival

À 20.ª jornada, o FC Porto tombou pela primeira vez no campeonato. A derrota (2-1) surgiu na segunda-feira, de forma inesperada, em Rio Maior e frente ao aflito Casa Pia, que passou a respirar melhor na tabela classificativa, mas apenas meros dias depois de Francesco Farioli ter elogiado a competitividade da Liga portuguesa.

Na véspera, curiosamente, o Sporting já tinha sentido tremendas dificuldades para bater o Nacional — o golo da vitória (2-1) surgiu aos 90'+6' — e o Benfica não foi além do nulo em Tondela. Certo é que, contas feitas, os dragões vão chegar ao clássico da próxima segunda-feira, frente ao perseguidor mais próximo, com uma vantagem mais curta (quatro pontos) em relação à que já tinha cavado, mas o homem do leme azul e branco rejeita qualquer cenário de drama.

Já tinha sido assim no primeiro desaire averbado esta época — diante do Nottingham Forest (2-0), na Liga Europa — e voltou a sê-lo no início de dezembro, quando a equipa portista foi eliminada da Taça da Liga (1-3, no Dragão) pelo V. Guimarães. Em Rio Maior, o treinador italiano admitiu, naturalmente, não ter ficado satisfeito com o resultado, mas lembrou: «Antes, não éramos extraterrestres: éramos humanos enquanto ganhávamos e tornávamos fáceis as vitórias que nunca são fáceis», vincou Farioli, numa mensagem que, apurou A BOLA, também teve como destinatários os jogadores, naturalmente abalados após o resultado negativo. Nesse sentido, o técnico portista procurou, desde logo, puxar o grupo para cima, lembrando os atletas que os percalços acontecem, e tomando também como ponto de partida o forte apoio vindo das bancadas após o derradeiro apito.

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«A reação dos adeptos foi fantástica. Temos de ter essa energia quando começarmos a preparar o próximo jogo», assinalou o transalpino. Uma reação que caiu bem junto dos jogadores, que se sentiram amparados, percebendo que a primeira derrota na Liga não apagou, junto da massa adepta, todo o trabalho levado a cabo nas 19 jornadas anteriores, com 18 triunfos e apenas um empate. Em simultâneo, o incentivo dado pelo universo azul e branco serviu já como combustível para a preparação para o clássico com o Sporting, iniciada esta terça-feira de manhã, no CTFD Jorge Costa.

À semelhança do que sucedeu na viagem de regresso ao norte do País, foram poucos os sorrisos da parte de jogadores e equipa no arranque de um novo ciclo preparatório no Olival, mas a missão para os próximos dias está delineada... e de forma clara: manter os índices habituais de trabalho, que têm sido chave nos bons resultados atingidos até agora, corrigir os aspetos necessários e pensar em recuperar os três pontos perdidos frente ao Casa Pia no embate com o rival leonino.

O presidente do FC Porto, sabe A BOLA, assistiu ao treino de desta terça-feira. André Villas-Boas é presença habitual no quartel-general dos dragões, mas não deixa de ser relevante que, após um desaire e uma longa viagem, tenha feito questão de moralizar as tropas. Segue, assim, o caminho portista: o clássico é importante, mas nunca decisivo. Até porque, apesar do desaire, a vantagem sobre o Sporting ainda é de quatro pontos...