FC Porto: a lesão de Martim Fernandes explicada ao detalhe
Substituído ao intervalo com «um problema no pé», segundo afirmou Francesco Farioli após a derrota do FC Porto (1-2) no reduto do Casa Pia, Martim Fernandes foi reavaliado na manhã desta terça-feira, no regresso dos dragões ao Olival, e passou a constar no boletim clínico.
O lateral-direito está a contas com uma «fascite plantar» no pé direito, informou o clube azul e branco, mas, além do natural tratamento, fez trabalho de recuperação com o restante plantel.
Não se trata de uma lesão grave e o facto de ter estado ao lado dos restantes companheiros de equipa é, por si só, um sinal positivo. Por outro lado, trata-se de uma questão que se reveste de alguma complexidade e que A BOLA passa a detalhar.
A fáscia plantar é uma banda espessa, que se estende da parte inferior do osso do calcanhar até aos dedos dos pés, funcionando como um prolongamento do tendão de Aquiles. É pouco elástica e desempenha um papel importante na manutenção do arco do pé durante a marcha e o apoio. A fascite trata-se de um problema inflamatório, agravado, por exemplo, quando o pé é submetido a esforços extra em terrenos pesados.
Como é sabido, o estado do relvado do Estádio Municipal de Rio Maior não era o melhor no Casa Pia-FC Porto, o que resultou em dores mais fortes no pé direito do camisola 52 da equipa portista. Por precaução — e para não piorar —, Farioli optou por render Martim por Alberto Costa ao intervalo.
Esta terça-feira de manhã, o jogador formado no Olival ainda apresentava algumas dores, mas toleráveis. Não sendo um problema impeditivo, é de esperar que Martim Fernandes esteja apto para o clássico com o Sporting, na segunda-feira, mas a resposta dada pelo lateral nos próximos dias — o regresso aos treinos está marcado para quinta-feira — será decisiva. Perante um cenário em que as dores do defesa no pé piorem, este poderá ser poupado. Em todo o caso, as expectativas são, nesta fase, mais animadoras.