Depressão Maranhão? Não passou de um alerta canarinho... (crónica)
O IPMA não tinha emitido o alerta, mas, entre as 18h e as 18h15 de sábado, abateu-se sobre a Amoreira a tal depressão que, como mandam as regras dos nomes das tempestades, começa pela letra M. Marta? Não, não… Maranhão!
O avançado voltou ao onze de Cristiano Bacci e a sua presença logo se fez notar. Pela direita, logo ao minuto 6, dentro de área, Pedro Maranhão fez um bom remate, defendido para canto por Joel Robles, tendo a bola acabado por embater na barra. Estava feito o alerta auriverde, que, mesmo a jogar contra o vento, conseguiu marcar dois golos, por intermédio do seu número 7.
Com os dois golos apontados no Estádio Coimbra da Mota, aos minutos 12 e 16, Pedro Maranhão confirmou o estatuto de melhor marcador dos tondelenses, tendo chegado aos cinco tentos (todos no campeonato).
Apesar de o Tondela se ter adiantado no marcador e feito, logo a seguir, o 2-0, não se pode dizer que o Estoril tenha estado, em algum momento, por baixo na partida. A atitude dos canarinhos sempre se pautou pela energia positiva. A prova disso foi a excelente reação à desvantagem. Os dois golos não afetaram, de modo algum, a turma da Linha, que não tardou em responder com outros tantos: primeiro por João Carvalho; e, depois, por Ferro.
Meia hora de jogo, debaixo de um temporal, mas... com depressão? Ninguém estava. E chuva? Só de golos. Falando, agora, de forma literal das condições meteorológicas, é um facto que o Estoril conseguiu aproveitar o vento a seu favor, no primeiro tempo. Coisa que o Tondela não teve engenho para fazer no segundo.
Depois de uns primeiros 45 minutos muito animados, com quatro golos, duas bolas à barra (sim, Rafik Guitane e Bernardo Fontes protagonizaram, aos 41', uma jogada semelhante à que se descreveu na baliza contrária ao minuto 6), o jogo ficou mais amarrado, na etapa complementar. O Tondela demonstrou-se muito coeso defensivamente, mas com pouca frieza para sair para o ataque.
Por seu turno, o Estoril não conseguiu demonstrar a criatividade atacante habitual, da qual já resultaram 15 golos nos últimos quatro jogos - o que faz dos canarinhos o segundo melhor ataque do campeonato, com 43 golos, só atrás dos 54 do Sporting.
No final, «amigo» (como Cristiano Bacci se tinha referido a Ian Cathro na antevisão) empatou «amigo», com a turma da Linha a chegar aos 30 pontos e a das Beiras a conquistar um ponto precioso, na luta pela manutenção.
As notas dos jogadores do Tondela (4x2x3x1): Bernardo Fontes (6); Bebeto (6), Christian Marques (5), Brayan Medina (5), Rodrigo Conceição (6); Yaya Sithole (6) e Cícero (6); Aiko (7), Joe Hodge (5) e Pedro Maranhão (8); Jordy Siebatcheu (5); Hugo Félix (4), Kimpioka (4), Van der Heide (4) e Hélder Tavares (-)
As notas dos jogadores do Estoril (4x3x3): Joel Robles (5); Ricard Sánchez (5), Ferro (6), Bacher (5) e Pedro Amaral (5); Holsgrove (6), João Carvalho (7) e Pizzi (7); Begraoui (6), Guitane (6) e Alejandro Marqués (5); Jandro (6), Peixinho (5), Tsoungui (4), Gonçalo Costa (-)
Ian Cathro, treinador do Estoril
«Estamos frustrados. Os primeiros 20 minutos fomos o Estoril normal, aquele que luta para não descer, mas depois já vi coisas mais parecidas com o Estoril que nós queremos ser. Sermos o segundo melhor ataque não me interessa nada, quero é ganhar jogos.»
Cristiano Bacci, treinador do Tondela
«Só estou meio satisfeito. Por um lado, é um resultado positivo, estamos a melhorar. Mas estou consciente de que este era um jogo para ganhar. Na segunda parte, não tivemos cabeça fria. A situação classificativa talvez pese, é normal, os jogadores são humanos.»