Bad Bunny no intervalo do Super Bowl: cultura latino-americana destacada com referências a todos os países americanos, do Chile ao Canadá
Bad Bunny no intervalo do Super Bowl: cultura latino-americana destacada com referências a todos os países americanos, do Chile ao Canadá

Espetáculo de Bad Bunny no Super Bowl com audiência massiva mas sem bater recorde

Kendrick Lamar continua no topo

O concerto do artista porto-riquenho Bad Bunny no intervalo do Super Bowl atraiu 128,2 milhões de telespetadores, mas não conseguiu superar a marca histórica estabelecida por Kendrick Lamar no ano anterior. O espetáculo, que gerou controvérsia e foi criticado pelo presidente norte-americano Donald Trump, fez parte da 60.ª edição do evento.

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De acordo com os dados divulgados pelo instituto Nielsen, a atuação da estrela do reggaeton ficou ligeiramente aquém do recorde de 133,5 milhões de telespetadores alcançado por Kendrick Lamar em 2025 e também da marca de Michael Jackson em 1993, que registou 133,4 milhões.

A escolha de Bad Bunny para animar o intervalo do evento mais visto do ano nos Estados Unidos gerou semanas de polémica. Setores da direita criticaram a seleção de um cantor de Porto Rico, um território norte-americano desde 1898, e que canta em espanhol, por considerarem que não era suficientemente americano. O presidente Donald Trump chegou mesmo a boicotar o evento e foi montado um concerto alternativo com artistas «mais americanos», como Kid Rock, um vocal apoiante de Trump.

Apesar da controvérsia, o artista proporcionou uma atuação festiva, com Lady Gaga e Rocky Martin como convidados, maioritariamente em espanhol, repleta de referências culturais à sua ilha natal. O final do concerto foi marcado por uma procissão de bandeiras latino-americanas, simbolizando a riqueza cultural do continente americano.

Recorde a atuação:

Donald Trump classificou o espetáculo como «uma afronta à grandeza da América», uma reação que surgiu uma semana após Bad Bunny ter apelado, durante os prémios Grammy, à expulsão da ICE, a polícia de imigração dos EUA.

No que toca ao jogo em si, o confronto entre os Seattle Seahawks e os New England Patriots, que terminou com a vitória dos Seahawks por 29-13, tornou-se o segundo Super Bowl mais visto da história, apenas atrás da edição do ano passado. A partida atraiu uma média de 124,9 milhões de telespetadores através da NBC e de várias plataformas de transmissão.