Escândalo na Euroliga: «Estão 10 polícias à porta do balneário para prender o presidente»
O Panathinaikos voltou a levar a melhor sobre o Valência nos quartos de final da Euroliga, ao ganhar no prolongamento por 105-107, liderando a série por 2-0, no entanto o tema principal após o dramático jogo foi o proprietário do Panathinaikos, Dimitris Giannakopoulos.
O cenário foi descrito pelo treinador do emblema de Atenas, Ergin Ataman. «Serei muito breve porque há 10 polícias à porta do nosso balneário que querem prender parte da nossa equipa técnica e o nosso presidente Giannakopoulos», afirmou na conferência de Imprensa depois do jogo.
«É a primeira vez na minha carreira — e estou no desporto há 30 anos — que vejo algo assim. Ganhámos com um cesto no último segundo, estamos todos felizes, e a polícia e o staff do Valência montam um cordão à porta do nosso balneário. Dez polícias não nos deixam desfrutar, querem prender o nosso presidente, o diretor-geral e outras pessoas. O que é isto?», questionou.
«Muito obrigado, desfrutem. Vemo-nos em Atenas. Vemo-nos em Atenas, rapazes!», acrescentou, antes de abandonar a sala de Imprensa.
«O presidente deles é uma vergonha»
Antes, já o treinador principal do Valência, Pedro Martínez, tinha falado sobre Giannakopoulos: «É claro que temos de felicitar o adversário, têm uma grande equipa. Mas o presidente deles é uma vergonha. É uma desgraça para o desporto e é inaceitável que a Euroliga, uma liga tão séria, permita que pessoas que vão contra todos os valores desportivos estejam presentes e estraguem a atmosfera num desporto que é tão bonito. Alguém ganha, alguém perde, isso é desporto. Mas esse homem ir à mesa de marcação para intervir e influenciar o jogo, isso é completamente inaceitável. A Euroliga tem de reagir.»
O terceiro jogo será disputado na próxima semana em Atenas.