Diego Simeone: «Critico-me constantemente por várias coisas...»
Tal como o rival Hansi Flick, Diego Simeone também esteve em conferência de imprensa durante esta quarta-feira para fazer a antevisão ao primeiro jogo da meia-final da Taça do Rei contra o Barcelona e apontou ao objetivo do Atlético de Madrid: marcar presença na final, algo que não conseguiu fazer na época passada, ao ser eliminado pelo mesmo adversário na mesma fase (4-5).
«Como qualquer equipa que joga em casa, queremos vencer o jogo. Tenho sempre fé, não só amanhã. Em tudo o que faço e crio. É uma característica que, penso eu, conseguimos transmitir. Os nossos adeptos também a possuem desde sempre. Esta é a terceira meia-final que vamos jogar. Não há outro caminho para a final», começou por dizer o argentino, pedindo o apoio dos adeptos, apesar da derrota surpreendente no último jogo, no Metropolitano com o Betis.
«O público amanhã é extremamente importante. Temos de levar essa energia e entusiasmo para o campo. Precisamos disso. Um estádio como sempre foi», disse, lembrando também a goleada ao emblema de Sevilha na fase anterior da competição. «Critico-me constantemente por várias coisas. A posição de treinador é a mais criticada. O jogo da Taça contra o Betis foi quase perfeito, mas os primeiros 15 minutos não foram bons. Sabemos que temos de dar aos jogadores as ferramentas para melhorarem, e estamos a trabalhar nesse sentido», disse, desvalorizando as críticas.
Confrontado com as ausências de Rashford e Raphinha do outro lado, Simeone lembrou que também tem baixas, mas não é desculpa. «Não penso na ausência de Pablo Barrios. Tenho de me focar no que vamos fazer. Não há substituto para o Pablo. A lesão de Jonny Cardoso prejudica-nos. Rodrigo e Vargas estão a integrar-se no grupo. Estão numa fase de adaptação. Vamos tentar colocar em campo aqueles que podem ter o melhor desempenho», afirmou o técnico, não se querendo desculpar também com o calendário.
«Gerimos o calendário apertado, tentando manter os jogadores frescos e trabalhando em conformidade com aqueles que jogam menos. Somos um todo, não se trata apenas de quatro jogadores. Temos mais dois jogos na Liga dos Campeões, porque não chegámos ao top 8, mas neste caso os jogadores mostram uma grande atitude e vontade de trabalhar», concluiu.
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