FC Porto, valor do plantel: 407,8 milhões de euros - Foto: Catarina Morais/Kapta+

Custos com pessoal do FC Porto disparam 34% e atingem os €51,2 M

Apesar do aumento significativo na massa salarial e encargos com rescisões, a SAD portista conseguiu apresentar um lucro consolidado de 1,9 milhões de euros.

O FC Porto apresentou esta quarta-feira os resultados do primeiro semestre da temporada 2025/2026, onde se destaca um aumento nos custos operacionais relacionados com recursos humanos. De acordo com o documento enviado à CMVM, os custos com pessoal ascenderam a 51,256 milhões de euros, um crescimento de cerca de 13 milhões de euros (+34%) face aos 38,2 milhões registados no mesmo período do ano anterior.

No relatório de gestão, a administração da SAD justifica este agravamento com três fatores principais

Reorganização interna: a incorporação da empresa FC Porto – Serviços Partilhados, S.A. no perímetro de consolidação da SAD trouxe para as contas da sociedade desportiva toda a estrutura de pessoal de apoio que antes estava numa entidade separada.

Investimento no plantel: verificou-se um aumento nas remunerações fixas e variáveis pagas aos jogadores e à equipa técnica principal, bem como à equipa de Futebol Feminino.

Rescisões. O semestre ficou marcado por um custo elevado com indemnizações por cessação de contratos de trabalho.

A análise detalhada às contas revela que a rubrica de ‘Indemnizações’ teve um peso muito relevante nas contas semestrais, saltando de apenas 933 mil euros (em 2024/25) para 5,5 milhões de euros neste semestre.

A maior fatia dos custos continua, contudo, a ser a remuneração de atletas e técnicos, que absorveu 31,095 milhões de euros (contra 26,1 milhões no período homólogo). Já a remuneração dos restantes funcionários subiu para 7,5 milhões de euros.

Apesar da pressão colocada pelo aumento dos custos com pessoal e fornecimentos externos, o FC Porto fechou o semestre (julho a dezembro de 2025) com um resultado líquido positivo de 1,932 milhões de euros.

Este resultado foi impulsionado essencialmente pelas mais-valias obtidas com a venda de passes de jogadores (como Francisco Conceição e Otávio Ataíde), que geraram receitas globais acima dos 77 milhões de euros, compensando o aumento da despesa operacional e a ausência das receitas da Liga dos Campeões.