Como deve ser a entrada no novo ano? De pé direito, pois claro! (crónica)
O réveillon já foi há uns dias, mas nunca é tarde para se fazer a festa. Especialmente se estivermos a falar do primeiro jogo de um novo ano civil. O Moreirense quis fazer jus à tradição e entrou em 2026 com o pé direito. Literalmente: foi assim que Diogo Travassos e Guilherme Schettine escreveram a história do triunfo do emblema minhoto.
E vitórias era algo que já não constava do repertório da formação orientada por Vasco Botelho da Costa há dois meses. O último triunfo dos de Moreira de Cónegos datava de 2 de novembro, diante do Arouca (2-0), na 10.ª jornada. Depois disso, os axadrezados perderam com SC Braga (1-2) e Benfica (0-4), tendo ainda empatado diante de Famalicão (2-2), Estoril (3-3) e Estrela da Amadora (0-0).
E nada melhor do que abrir caminho para o regresso ao sucesso do que marcar a abrir. Logo aos 12 minutos, Diogo Travassos disparou um foguete — que talvez tenha sobrado dos festejos da passagem de ano... — que Simão Bertelli não conseguiu suster e estava aberto o ativo para os forasteiros. Em abono da verdade, diga-se, o tiro do jovem lateral/extremo emprestado pelo Sporting ao Moreirense foi forte, mas o guarda-redes dos avenses não ficou nada bem na fotografia...
A vantagem deu mais conforto aos forasteiros e deixou os da casa sem reação. De tal forma que até ao intervalo apenas Guilherme Neiva ousou dar um pontapé na monotonia, mas os intentos do extremo brasileiro foram superiormente negados por Caio Secco, que voou para impedir o empate.
E se João Henriques tentou dar um safanão ao intervalo — lançou o irrequieto Óscar Perea para a ala esquerda do ataque —, nada pior do que entrar na etapa complementar... a (voltar a) sofrer: Stjepanovic rematou de longe, Simão Bertelli defendeu como pôde, mas a bola sobrou para Rodrigo Alonso que, ato contínuo, assistiu Guilherme Schettine para o dobrar da vantagem dos cónegos.
Tudo ainda mais complicado para os nortenhos. Que tiveram atitude, é um facto, mas não chegou.
Babatunde Akinsola (69' e 85') e Óscar Perea (82') quiseram reabrir a discussão pelos três pontos, mas Caio Secco, nos dois últimos lances, agigantou-se e impediu a festa caseira.
Pelo meio, Landerson só não inscreveu o seu nome na lista de marcadores porque desperdiçou de forma incrível uma oferta bem generosa de Diogo Travassos (75').
Os minhotos voltam a sorrir e mantêm-se tranquilamente na parte superior da tabela, os nortenhos seguem sem vitórias e (naturalmente) na cauda da classificação.
As notas dos jogadores do Aves SAD:
Simão Bertelli (4), Carlos Ponck (5), Aderllan Santos (5), Cristian Devenish (5), Diogo Spencer (5), Pedro Lima (5), Jaume Grau (5), Leonardo Rivas (5), Babatunde Akinsola (6), Tomané (5), Guilherme Neiva (5), Óscar Perea (6), Jordi Escobar (5), Gustavo Mendonça (5), Gustavo Assunção (5) e Nenê (5).
As notas dos jogadores do Moreirense:
Caio Secco (6), Dinis Pinto (5), Gilberto Batista (6), Maracás (6), Álvaro Martínez (6), Alan (6), Mateja Stjepanovic (6), Rodrigo Alonso (6), Diogo Travassos (7), Guilherme Schettine (6), Kiko Bondoso (5), Benny (5), Cédric Teguia (5), Luís Semedo (5), Landerson (4) e Jimi Gower (-).
João Henriques (treinador do Aves SAD)
Na primeira parte estivemos algo retraídos. Depois do intervalo a equipa deu uma resposta bastante positiva, não deitando a toalha ao chão mesmo depois de ter levado o segundo golo. Adiámos a primeira vitória, mas temos a convicção de que temos a capacidade para pontuar o suficiente para sairmos desta situação.
Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense)
Ganhar é sempre importante e também conseguimos deixar a nossa baliza a zero. A paragem foi boa para nós, vínhamos de um ciclo de jogos muito intenso. Não sendo um jogo brilhante, fomos a equipa mais competente. Conseguimos ter a calma e a maturidade para fazermos o nosso jogo. A vitória acaba por ser justa.