Capitão do Lyon rendido a Paulo Fonseca: «É verdadeiramente excecional»
Após mais uma vitória do Lyon, a 13.ª de forma consecutiva e para todas as competições, Corentin Tolisso falou sobre o seu sonho de regressar à seleção francesa para o Mundial 2026, mas também aproveitou o momento para deixar rasgados elogios ao seu treinador, Paulo Fonseca, que tem muito mérito no seu regresso à boa forma. Numa conversa com o antigo colega de equipa Samuel Umtiti, o capitão do clube fancês abordou o seu momento e as suas ambições.
O jogador não poupou elogios ao atual momento da equipa, que ocupa o terceiro lugar na Ligue 1. «Este grupo é extraordinário, a mentalidade é incrível. O treinador é verdadeiramente excecional, faz-nos crescer a todos, contribui para todos nós. Falamos muitas vezes sobre isso entre nós. Hoje não há melhor treinador para o Lyon», afirmou o médio, garantindo que todo o plantel está rendido ao técnico português.
O médio, que regressou ao Lyon em 2022 após uma passagem pelo Bayern, refletiu também sobre a evolução do seu papel na equipa. «Hoje tenho um papel diferente. Na altura [da sua primeira passagem], era o jovem que ouvia os conselhos, os teus, os do Alex [Lacazette]... vocês acolheram-me, aprendi muito convosco. Hoje, aos 31 anos, é um papel totalmente diferente, um papel de líder. Tento ajudar os mais novos. Sinto-me bem também neste papel», confessou.
Questionado sobre se as suas exibições poderiam convencer Didier Deschamps, Samuel Umtiti interveio em tom de brincadeira: «Mas acho que ele mudou de número de telefone, não?». Mais a sério, o antigo defesa aconselhou Tolisso. «Tens os teus objetivos em mente, tens de continuar a fazer o que estás a fazer todas as semanas, mostrar do que és capaz. Depois, se conseguires essa convocatória, será merecida. Se não vier, pelo menos terás feito tudo o que era necessário», atirou.
Tolisso concordou com a perspetiva do seu amigo, sublinhando o seu foco no trabalho diário. «É exatamente isso. Eu não me stresso, no dia a dia dou sempre 100%. Nos jogos, dou o meu máximo. O mais importante é não ter arrependimentos», garantiu. «Se for, ótimo. Se não for, direi a mim mesmo que fiz tudo. O mais importante para mim é trabalhar a fundo para que, quando a lista sair, eu possa pensar: 'ouve, fizeste tudo, não te podes culpar, há escolhas que são feitas'. Em todo o caso, estou a dar o meu melhor para lá chegar», concluiu.