«Ainda estamos à espera»: Nigéria mantém esperança em estar no Mundial-2026
Alex Iwobi, jogador de Marco Silva no Fulham e uma das referências da Nigéria, admitiu que a seleção nigeriana se encontra num estado de «espera», enquanto o país aguarda uma potencial tábua de salvação para o Mundial 2026.
Ao falar recentemente sobre o peso emocional de falhar a montra global, Iwobi foi confrontado com uma difícil hipótese: preferiria um troféu da CAN 2025 a um bilhete para o Campeonato do Mundo na América? Para o jogador de 29 anos, que já esteve no palco do Campeonato do Mundo em 2018, a resposta não se prende com a glória pessoal, mas sim com os sonhos dos seus companheiros de equipa.
«Quer dizer, ainda estamos à espera, bem, esperemos que possamos ir ao Campeonato do Mundo, mas sinto que é difícil. É difícil porque nas CANs é... É um grande legado, é uma grande coisa para ter na carreira, um momento memorável. Mas, ao mesmo tempo, como já estive no Campeonato do Mundo, muitos jogadores não estiveram. Eles gostariam de dizer 'quero ir ao Campeonato do Mundo', por isso não posso ser egoísta e dizer para ganharmos a CAN e para os meus companheiros de equipa não irem ao Campeonato do Mundo. Por isso é difícil. Não sei. Não sei», justificou-se, em entrevista ao SuperSport.
O otimismo cauteloso de Iwobi reflete o ambiente atual na Federação Nigeriana de Futebol (NFF). Apesar de uma dolorosa derrota nos penáltis frente à República Democrática do Congo (RD Congo) no Estádio Moulay Hassan, em novembro de 2025, a jornada dos Super Eagles pode não ter terminado.
A NFF apresentou oficialmente uma petição à FIFA, alegando que a equipa congolesa utilizou até seis jogadores inelegíveis durante o decisivo play-off africano. O cerne do argumento reside numa «armadilha da dupla nacionalidade», enquanto os regulamentos da FIFA permitem a mudança de nacionalidade, a própria constituição da RD Congo proíbe estritamente a dupla cidadania.
O Secretário-Geral da NFF, Dr. Sanusi Mohammed, mantém-se irredutível de que a federação tem um caso «forte e credível» que poderá anular o resultado. «Estamos à espera. As regras congolesas dizem que não se pode ter dupla cidadania ou nacionalidade. As regras da FIFA dizem que, uma vez que se tem um passaporte do seu país, é elegível... Mas a nossa preocupação é que a FIFA foi enganada ao autorizá-los. O que estamos a dizer é que o processo foi fraudulento», explicou.
Tendo acabado de garantir uma medalha de bronze na CAN 2025 em Marrocos, os Super Eagles são amplamente considerados uma das equipas mais talentosas do continente. Para veteranos como Iwobi, o foco está agora em garantir que esta Geração de Ouro não perca o maior palco de todos. Enquanto os grandes nomes do futebol nigeriano se mantêm confiantes, os adeptos, os jogadores e a equipa técnica olham para Zurique, esperando uma decisão que envie a seleção para o torneio de 48 equipas nos EUA, Canadá e México. Até podem ser adversários de Portugal no torneio, se substituírem a DR do Congo no play-off intercontinental e vencerem a Nova Caledónia ou a Jamaica.