West Ham pode deixar NES... de mãos a abanar
A permanência de Nuno Espírito Santo no comando técnico do West Ham está diretamente dependente da luta pela sobrevivência na Premier League. Com a equipa em zona de despromoção, o treinador português enfrenta um cenário delicado, agravado por uma cláusula contratual que permite ao clube prescindir dos seus serviços... sem qualquer indemnização caso os hammers caiam para o Championship.
Nuno, de 52 anos, assumiu o cargo no final de setembro, sucedendo a Graham Potter, com um vínculo válido por três temporadas. Apesar da posição delicada na tabela, a direção dos hammers tem mantido o apoio ao técnico português, mesmo após a pesada derrota por 3-0 frente ao Wolverhampton, então último classificado, naquele que foi o primeiro triunfo dos wolves na temporada.
Ainda assim, os números não jogam a favor de Nuno. Desde que chegou ao London Stadium, o treinador soma quatro vitórias em 19 jogos na Premier League, além de cinco empates e dez derrotas. A mais recente, por 3-2 frente ao Chelsea, manteve o West Ham em zona de despromoção. A equipa ocupa um dos últimos lugares da classificação e encontra-se a seis pontos de Leeds United (16.º) e Nottingham Forest (17.º).
Caso o clube opte por uma nova mudança, esta será a quinta nomeação definitiva de um treinador em sete anos, depois das passagens de David Moyes, Julen Lopetegui e Graham Potter, um sinal claro da instabilidade que tem marcado o projeto desportivo do West Ham desde 2019.
O calendário imediato assume contornos decisivos. O West Ham desloca-se ao terreno do Burnley, 19.º classificado, a 7 de fevereiro, antes de receber o Manchester United, a 10. Dois jogos que poderão ser determinantes não só para o futuro do clube na Premier League, mas também para a continuidade de Nuno Espírito Santo no banco dos hammers.
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