Vicens, o 'seu' SC Braga e... Guardiola: «O que ele quis dizer...»
O SC Braga recebe, amanhã (18 horas), o Estoril, em partida referente à 32.ª e antepenúltima jornada da Liga, naquele que será o 58.º jogo oficial dos arsenalistas na presente temporada.
Essa questão da sobrecarga de encontros numa só época foi, de resto, abordada por Pep Guardiola durante a última semana, sendo que Carlos Vicens, antigo adjunto do técnico do Manchester City, entendeu o que o compatriota quis dizer. Mas em Portugal também se joga... e muito.
«O que ele quis dizer é que, nestes contextos, os jogadores já sabem que há uma grande quantidade de partidas. Mas nós também as temos. Amanhã vamos fazer o jogo 58 e até ao final da época passaremos os 60. Mas centro-me em nós e o motivo de estar orgulhoso dos meus jogadores tem que ver com a gestão de esforço que temos feito. A cada três dias, durante muitos meses e sem desculpas, temos feito o nosso trabalho para que a equipa seja competitiva. Vou equivocar-me muitas vezes, mas fiz sempre o melhor pelos jogadores», admitiu Carlos Vicens.
E sobre essa temática, o espanhol foi instado a pronunciar-se sobre a defesa que é feita pela Liga aos clubes portugueses que disputam competições europeias. «Tem que se pensar nos clubes, na Liga e na Federação, que também tem uma competição para gerir. Há reuniões a que vão pessoas do nosso clube para tentar que as decisões prejudiquem o menos possível e julgo que há predisposição das entidades em tratar de ajudar. Porque, afinal, estar nas meias-finais da Europa League é bom para o futebol português. Há 12 anos que não se ia a uma meia-final. Dá prestígio à Liga, somam-se muitos pontos que são importantes para ter mais equipas nas competições europeias. Agora, não vamos negar que é muito difícil, porque os jogos têm de ser encaixados. Mas não acho que tenha havido decisões que nos tenham prejudicado», declarou.
O embate com o Estoril surge, precisamente, no meio de uma eliminatória decisiva frente ao Friburgo, para as meias-finais da Europa League, e a gestão do plantel terá obrigatoriamente de ser feita. Apesar dos elogios que Vicens reserva aos canarinhos, ainda que estes passem pelo pior período da temporada — cinco derrotas consecutivas: «É uma equipa ofensiva, com qualidade individual e que ataca bem. É certo que vem de uma série menos boa, mas isso passa-se em todas as equipas. Temos de mostrar uma versão muito boa. Sofremos uma derrota quando os visitámos [0-1, na Amoreira, na primeira volta], não estivemos no nosso melhor dia, custou-nos, e amanhã vamos jogar em circunstâncias diferentes para tentarmos competir o melhor possível.»
Tal como aconteceu diante do Santa Clara, na ronda anterior do campeonato, é provável que, este domingo, a equipa inicial volte a contemplar vários jogadores da formação dos bracarenses. Mas Carlos Vicens não quis abrir o jogo em demasia. Até porque o SC Braga B tem, amanhã (16h30), um encontro decisivo, diante do Fafe, e que pode valer a permanência na Liga 3. «Vamos tentar perceber como estão os jogadores e como estão a recuperar mentalmente. Tomaremos as decisões com a máxima informação e, analisando o rival, passaremos essa informação aos jogadores. E também ajudar a equipa a mudar de chip, de uma competição para a outra. Porque aqui são apenas 90 minutos. Vamos gerir da melhor forma possível e prejudicar o menos possível a nossa segunda equipa, que tem um jogo muito, muito importante. Vamos ver quem está realmente disponível amanhã e vamos tomar decisões, tentando que sejam boas para ambas as partes», assumiu.
Carlos Vicens falou ainda sobre Ricardo Horta, histórico capitão do SC Braga e que se lesionou diante do Friburgo, na passada quinta-feira. O internacional português falhará, pelo menos, os embates com Estoril (amanhã) e Friburgo (quinta-feira), mas o técnico espanhol espera ainda tê-lo até final da temporada e deseja também vê-lo no próximo Mundial. «É um grande jogador, é o capitão de equipa e alguém muito importante, mas o maior impacto é a tristeza de não poder participar [nestes jogos]. Se há o risco de não ir ao Mundial? Espero que não. Espero que recupere e que tenha a oportunidade de ir ao Mundial, porque merece e seria duro não ir», concluiu.
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