Calor e humidade marcam este Mundial - Foto: IMAGO - Foto: IMAGO

HOUSTON — Viajar pelos Estados Unidos à boleia de um Mundial é uma experiência colossal, mas que cobra uma fatura física pesadíssima a quem anda no terreno e a quem se prepara para a estreia, como a Seleção Nacional. 

Se a imensidão da Florida já nos tinha dado uma noção do gigantismo deste país, a mudança de agulha para o Texas veio confirmar a regra de ouro desta cobertura: este Mundial não mata, mas mói. 

As distâncias são monumentais — estamos a falar de um território onde os voos domésticos entre cidades superam facilmente a duração de muitas viagens internacionais na Europa. Para a equipa de reportagem d’A BOLA, a jornada rumo a Houston transformou-se numa maratona de resistência que nos obrigou a abdicar por completo do sono.

O despertador nem sequer chegou a tocar, pois a partida do hotel em Palm Beach aconteceu às duas da manhã. Daí em diante, foi um corrupio frenético: conduzir na escuridão, deixar o carro de aluguer no aeroporto, enfrentar as rigorosas barreiras de segurança americanas, fazer o check-in e embarcar num voo de três horas e meia. Tudo isto gerindo a distorção da distância horária, que agora nos coloca a seis horas de diferença para Lisboa.

A verdade é que os enviados especiais não pregaram o olho, mas o relógio não espera por ninguém e a atualidade exige foco total mal as rodas do avião tocam na pista do Texas.

Chegados a Houston, o carrossel continua a girar a alta velocidade. Foi preciso correr para o hotel, largar as malas e ir direto ao encontro dos adeptos portugueses que já começam a colorir as redondezas. Daí, o plano apontou para o hotel da Seleção Nacional, o Intercontinental, e, logo a seguir, para o NRG Stadium.

Foi lá que, às 18h45 locais, Roberto Martínez e um jogador projetaram o duelo com o Congo nas conferências oficiais. Pelo meio desta correria louca entre voos, hotéis e estádios, a equipa tentou a proeza de almoçar qualquer coisa rápida.

A fome aperta, o cansaço acumula-se nos ossos, mas a adrenalina de estar no coração do espetáculo é o que nos mantém firmes, felizes e de pé. É o maior espetáculo do Mundo a acontecer aos nossos olhos.

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