Roberto Martínez: «Para a seleção portuguesa, o sonho comanda o Mundial»

Selecionador nacional falou na madrugada desta quarta-feira em conferência de imprensa

Roberto Martínez, selecionador nacional, fez na madrugada desta quarta-feira a antevisão ao jogo de estreia de Portugal no grupo K do Mundial 2026, frente à RD Congo. O técnico falou sobre a forma como vários objetivos são traçados para a Seleção Nacional nesta prova e definiu-se como «o chato».

«O sonho comanda a vida, para todos nós. Para a seleção portuguesa, o sonho comanda o Mundial. Todas as pessoas que gostam da Seleção têm opinião, e é muito respeitada. Como selecionador, a minha responsabilidade é saber como podemos atingir o sonho. O sonho é uma emoção. É difícil. É como ganhar. O que é ganhar? O selecionador tem de mostrar o que é ganhar contra a RD Congo, dar clareza. O selecionador é o chato, que precisa de dizer que há dois Mundiais. Um deles é os três jogos da fase de grupos. Só temos isso. Depois temos de crescer e mostrar que estamos preparados para continuar», disse o selecionador nacional.

«Faz sentido que o nosso presidente, o nosso capitão, falem do sonho. Eu também tenho o sonho. Mas a minha responsabilidade é mostrar que o Mundial se ganha racionalmente e com um caminho muito bem marcado. Estamos a falar de diferentes vozes. Há uma voz geral e depois há uma voz chata, que é racional, que explica o caminho e utiliza a experiência de estar no terceiro Mundial, de muitos jogos na Seleção», adicionou.

O técnico também falou sobre as pausas para hidratação, que dividem cada parte ao meio durante cerca de três minutos: «O jogo muda. Se precisamos de pausas para hidratação, e precisamos em alguns estádios muito exigentes, então, no mesmo torneio precisamos de ter pausas para hidratação em todos os jogos, para que a competição seja íntegra. Muda muito como trabalhamos durante os jogos. Antes era o aspeto tático antes do jogo, no intervalo e no fim para o próximo jogo. Agora há quatro intervalos. É um aspeto muito, muito importante, revolucionário, porque agora o jogo é de quatro partes. Não é a minha função dizer se é bom ou mau. Temos de utilizar isso. Já tivemos oportunidade de fazer isso em março. É diferente para jogadores e equipa técnica, mas precisamos de o utilizar. Estamos a falar de um período de três minutos. Podemos trabalhar muito os aspetos táticos, de flexibilidade, de poder ajustar. Já vemos noutros desportos. No aspeto tático, ajuda muito ter contacto com os jogadores durante o jogo.»

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