Bruno Fernandes ao lado de Bernardo Silva no duelo particular com o Chile
Bruno Fernandes ao lado de Bernardo Silva no duelo particular com o Chile - Foto: IMAGO

«Acredito que o Cristiano também esteja nervoso»

Bruno Fernandes fala de uma ansiedade normal na véspera da estreia no Campeonato do Mundo

«Todos nós, e nesta seleção quase todos, crescemos a ver Cristiano jogar. E para nós é uma honra tê-lo agora tão perto e podermos jogar com ele. Acredito que também esteja nervoso, porque estamos a disputar o Mundial. É um apaixonado por jogar por Portugal e creio que está muito esperançado também. Como em todos os troféus que disputámos, estamos preparados para ajudá-lo e ele está preparado para ajudar a equipa a chegar o mais longe possível»

É o coletivo a grande força da seleção portuguesa?

«O coletivo é sempre o mais importante, mas as individualidades têm de estar no seu maior nível para poder ajudar a que Portugal ganhe competições. O grupo de 2006 era muito forte, tínhamos grandes nomes, grandes jogadores que marcaram a história do nosso país e do futebol também, não só do nosso país, mas do futebol mundial. Em 2016, tivemos um herói improvável e foi preciso um momento de grande brilhantismo do Éder para podermos ser campeões europeus. Espero que independentemente de quem seja... por exemplo, temos agora um jogador estava na dúvida de muita gente, se vinha ou não vinha, que é o Guedes, que nos deu a nossa primeira Liga das Nações e por aí fora. As individualidades vão ser sempre importantes, porque dentro de um coletivo temos de ter individualidades fortes, para quando o coletivo não consegue criar alguma coisa ter um momento brilhantismo para ajudar. Nós temos isso neste momento, temos um grupo muito coeso muito forte e que a qualquer momento tem jogadores que são capazes de criar situações do nada, criar golos, fazer golos e ajudar a não sofrer golos, também para não me esquecer dos defesas e guarda-redes, senão eles chateiam-se. 
Mas o mais importante agora é que o grupo consiga fazer um Mundial excelente para que todos possamos sair daqui mais valorizados do que nunca.»

Portugal perdeu com Marrocos, uma equipa francófona...

«Bom, são sempre equipas diferentes. Você pode jogar com equipas africanas com estilos diferentes, equipas europeias que têm estilos diferentes. Sabemos muito bem do que eles são capazes, tenho dois amigos, dois bons amigos, que jogam na seleção deles e que jogaram comigo no Manchester United. Conheço-os muito bem. Joguei contra alguns deles na Premier League também. É uma seleção muito bem preparada, que pode nos causar muito problemas, mas estamos preparados para tudo que eles possam fazer. Claro que esperamos que não haja grandes surpresas, mas sabendo disso e sabendo um pouco da condição física deles que contínua muito forte, é uma equipa que também é muito forte no contra-ataque. Atacam com velocidade e têm também muita qualidade individual. Cruzam muito bem a partir do lado direito. Já vimos isso, trabalhámos a partir disso também e esperamos um jogo bastante disputado. No Campeonato do Mundo, não se pode esperar nenhum jogo fácil.»

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