Em entrevista a A BOLA, Félix Correia fala sobre o objetivo de representar Portugal ao mais alto nível, sem esquecer a concorrência apertada

«Vi o que Roberto Martínez disse sobre mim, a Seleção é um objetivo claro»

Félix Correia ainda não teve «contacto direto» com o selecionador mas, em exclusivo a A BOLA, fala sobre a Seleção como «um objetivo claro». Já teve convite para representar Cabo Verde, porta que não se fechou. Quer jogar a Champions em 2026/2027

— Falemos de Seleção Nacional. Roberto Martínez já mencionou o seu nome em conferências de Imprensa. Alguma vez falou consigo diretamente?

— Sinceramente, contacto direto ainda não tivemos, mas vi o que o selecionador disse sobre mim na conferência. É muito bom saber que o selecionador nacional está atento ao que fazemos. A Seleção Nacional é um objetivo claro para mim, mas não coloco pressão sobre mim por causa disso. As coisas acontecem naturalmente se continuar a trabalhar bem. Quando um jogador está bem, pensa em representar o seu país. Acho que está para breve, mas não sei… Vou trabalhar para isso e espero que seja para breve. Vamos ver.

— A concorrência nas alas é muita… Acredita que pode conquistar a vaga a curto prazo?

— Acredito muito em mim. Se eu não acreditar, ninguém mais o fará. Sei que a competitividade é enorme, mas isso também faz bem ao futebol. Temos de lutar pelas coisas que merecemos. Há jogadores de qualidade excelente. O Rafael Leão, o João Félix o Pote… São craques mundiais. Mas isso ainda me motiva mais. Acho que tenho possibilidades de chegar lá e acredito nisso.

— Também tem a possibilidade de representar a seleção de Cabo Verde, certo? Se for convocado para o Mundial 2026 por Cabo Verde, aceita?

— É uma possibilidade, sim. Já houve um convite, mas, na altura, não houve aquela conversa com o selecionador, aquela aproximação… Cabo Verde é um país que faz parte das minhas raízes, do meu sangue e da minha família. Não tenho uma ideia fixa sobre isso neste momento, sou sincero… Teria de ponderar bem com a minha família e falar com as pessoas. Mas olharia para esse convite com muito carinho e não teria problema nenhum em aceitá-lo.

— Que objetivos traçou a nível individual e coletivo para a presente temporada? E, já agora, a longo prazo?

— O objetivo principal é jogar a Champions League no próximo ano, isso é claro aqui no clube. A mentalidade que temos e que o presidente impõe é que vamos competir até ao fim. Não estamos longe do primeiro lugar e ainda vão haver muitos jogos importantes. Vamos lutar pelo campeonato, pela taça... E também estamos na Europa League, vamos sempre lutar por todas as competições. Esse é o nosso mindset, sempre foi assim. Identifico-me com aquilo que o presidente diz e com a forma como nos mete a viver o dia a dia. É muito competitivo e obriga-nos a ser, também. Individualmente, tenho objetivos claros, mas gosto de guardá-los para mim, não gosto de colocar pressão em mim. Mas passa por tirar o melhor de mim. A longo prazo… Continuar a subir e continuar a fazer golos. Também não me lesionar, que é importante. Trabalhar todos os dias para atingir a Seleção Nacional, ganhar títulos... Todos os jogadores gostam de ganhar títulos, de chegar aos grandes clubes europeus, jogar a Champions. São esses os objetivos que tenho a longo prazo. Vamos ver o que vai acontecer.