Bad Bunny no intervalo do Super Bowl: cultura latino-americana destacada com referências a todos os países americanos, do Chile ao Canadá
Bad Bunny no intervalo do Super Bowl: cultura latino-americana destacada com referências a todos os países americanos, do Chile ao Canadá

Bad Bunny apaga conteúdo no Instagram após atuação no Super Bowl

Cantor porto-riquenho em branco

Tábua rasa. Horas depois da atuação no intervalo do Super Bowl, em São Francisco, Bad Bunny apagou todas as publicações da sua conta de Instagram, deixando a página em branco.

Poucas horas após o espetáculo, os 52 milhões de seguidores do cantor porto-riquenho depararam-se com um perfil completamente vazio: sem publicações, sem foto de perfil e com o contador de contas seguidas a zeros.

A atitude do cantor desencadeou uma onda de especulação nas redes sociais, sendo que esta não é a primeira vez que Bad Bunny o faz. «O Bad Bunny a apagar o Instagram depois do Super Bowl é o comportamento máximo de ‘reiniciar a linha do tempo’. É o sinal universal de ‘eu sei que parti a internet’», escreveu um utilizador.

Numa página alternativa, Debitirarmasfotos, Bad Bunny colocou um post com fotos do evento:

Recorde-se que Bad Bunny, o primeiro artista a solo de língua espanhola a atuar no Super Bowl, levou a cultura porto-riquenha e americana ao palco global. O cenário foi inspirado na comunidade local – e na residência que teve em Porto Rico nos últimos meses – mas também na comunidade porto-riquenha em Nova Iorque, e a performance narrou uma história de amor (até teve um casamento real), contando com as participações de Ricky Martin e Lady Gaga, que adaptou para salsa o seu sucesso ‘Die with a smile’.

Galeria de imagens 14 Fotos

Nos momentos finais da atuação em Santa Clara, Bad Bunny nomeou todos os países da América do Sul, Caraíbas, e Norte, do Chile ao Canadá, com as respetivas bandeiras, exaltando assim, todo o continente. O espetáculo terminou com o cantor a dizer «Deus abençoe a América» e com a projeção da mensagem: «A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor».

Claro que o conteúdo e mensagem de união passaram ao lado de quem para ele tinha reservadas várias críticas: recorde-se que a organização Turning Point, que era liderada por Charlie Kirk, elaborou o seu próprio espetáculo de intervalo, com «verdadeiros artistas americanos», como Kid Rock. Donald Trump, que disse que não ia ver a escolha da NFL para o jogo entre Seattle Seahawks e New England Patriots, não poupou palavras numa publicação na rede social Truth Social.

«O espetáculo do intervalo do Super Bowl foi absolutamente terrível, um dos piores de SEMPRE! Não faz sentido, é uma afronta à Grandeza da América e não representa os nossos padrões de Sucesso, Criatividade ou Excelência», escreveu o Presidente dos EUA.«Ninguém percebe uma palavra do que este tipo diz, e a dança é nojenta, especialmente para as crianças que estão a ver por todos os EUA e pelo mundo. Este ‘espetáculo’ é apenas uma ‘bofetada na cara’ do nosso País», acrescentou.