V. Guimarães e Sporting defrontam-se nas meias-finais da Taça da Liga. Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
V. Guimarães e Sporting defrontam-se nas meias-finais da Taça da Liga. Foto: Rogério Ferreira/Kapta+

V. Guimarães: na Taça da Liga para quebrar malapata com... 50 anos

Última vez que os vimaranenses venceram o Sporting num jogo a eliminar foi em 1976

Vitória de Guimarães e Sporting medem forças esta terça-feira nas meias-finais da Taça da Liga, num encontro que coloca frente a frente dois velhos conhecidos do futebol português, com um objetivo bem definido e um passado que pesa, sobretudo, para o lado vimaranense.

Os conquistadores chegam a este duelo depois de terem colocado um ponto final numa série de três jogos sem vencer, ao baterem o Nacional por 2-1 na jornada mais recente do campeonato. O triunfo devolveu confiança à equipa de Luís Pinto, que agora procura quebrar um jejum bem mais antigo: há 50 anos que o V. Guimarães não vence o Sporting numa partida a eliminar.

A última vez que os vimaranenses afastaram os leões aconteceu a 6 de junho de 1976, nas meias-finais da Taça de Portugal - triunfo por 2-1, após prolongamento. Desde então, os dois clubes defrontaram-se por três vezes em jogos a eliminar - duas na Taça de Portugal e uma na Taça da Liga - e em todas elas foi o Sporting a seguir em frente.

Os números globais nas provas a eliminar reforçam ainda mais essa superioridade leonina. Na Taça de Portugal, Sporting e Vitória já se encontraram por 12 vezes, com nove triunfos para os verdes e brancos. Na Taça da Liga, registam-se dois confrontos e ambos terminaram com triunfos do Sporting, um deles ainda na fase de grupos da edição 2014/15.

Apesar do histórico desfavorável, o V. Guimarães vê este momento como o certo para mudar a história. A equipa procura regressar a uma final nove anos depois e alcançar, pela primeira vez, a final da Taça da Liga, que serviria de marco para um clube que não conquista um troféu desde 2013.

Do outro lado, o Sporting entra em campo com o estatuto de favorito, sustentado pelo passado recente e pelo registo nos jogos decisivos, mas ciente de que, numa meia-final, qualquer erro pode ser fatal. A bola vai rolar e, em 90 minutos - ou mais -, ficará decidido se o jejum vimaranense chega finalmente ao fim ou se a tradição leonina volta a impor-se.