Treinador do Rennes exige percentagem de venda de atletas para sair
O momento de forma positivo do Rennes parece ter chegado ao fim. Depois de uma recuperação notável a partir de novembro, na qual venceu oito de nove jogos e afastou o espectro da demissão que o próprio Habib Beye admitira em outubro, a equipa bretã entrou em 2026 em clara quebra de rendimento, sendo uma das piores da Ligue 1 neste início de ano.
O Rennes soma quatro jogos consecutivos sem vencer, destacando-se as três derrotas pesadas e sucessivas frente ao Lorient (0-2), Mónaco (0-4) e Marselha (0-3), esta última para a Taça de França. A crise de resultados e a falta de ideias em campo são evidentes, e o discurso do treinador de 48 anos parece já não ter o mesmo efeito no balneário. Nem mesmo a chegada dos reforços Yassir Zabiri, do Famalicão, Sebastian Szymanski e Arnaud Nordin trouxe motivos para otimismo.
Neste cenário, o técnico e os seus agentes já terão comunicado à direção do clube a abertura para uma rescisão, mas não a qualquer custo. Segundo o Foot Mercato, Beye exige receber não só o salário remanescente da presente temporada, mas também a totalidade do vencimento da próxima época. Esta condição baseia-se no facto de o Rennes ocupar atualmente o 6.º lugar, posição que dá acesso às competições europeias e que, por sua vez, ativaria automaticamente a cláusula de renovação por mais um ano no seu contrato.
Além das exigências salariais, Habib Beye reivindica uma percentagem sobre as mais-valias das vendas de Jérémy Jacquet e Kader Méité, transferidos para o Liverpool e Al Hilal por 72 e 30 milhões de euros, respetivamente. O treinador considera ter tido um papel fundamental na valorização dos dois atletas, uma pretensão que o Rennes não está disposto a aceitar.
Recorde-se que o antigo técnico do Red Star já tinha abordado o tema publicamente. «Talvez o Rennes vá fazer 100 milhões de euros de mais-valia com dois jogadores que valiam 3 milhões há seis meses. É preciso compreender o que isso representa», afirmou recentemente.
A formação é, historicamente, o pilar financeiro do Rennes, clube que foi distinguido como a melhor academia de França nos últimos três anos pela Federação Francesa de Futebol (FFF). O emblema bretão tem um longo historial de vendas milionárias de jogadores formados em casa, como são os casos de Désiré Doué (vendido ao PSG por 50 milhões), Ousmane Dembélé (transferido para o Dortmund por 35 milhões) e Eduardo Camavinga (que rumou ao Real Madrid por 31 milhões de euros).