Rui Borges já operou 101 substituições durante a época em curso (Foto IMAGO) - Foto: IMAGO

Sporting: banco de Borges rende juros

No jogo com o Famalicão foi a sexta vez que um jogador que começou a suplente marcou só em jogos de Liga

A taxa de juro nos bancos é sempre um problema. Quem tem depósitos a prazo queixa-se de que é baixa, quem tem de pagar empréstimos do contrário. Mas Rui Borges não se pode lamentar — muito longe disso — da rentabilidade que o banco, neste caso o de suplentes, lhe tem rendido.

O golo de Bragança, que entrou em campo ao minuto 76 da partida com o Famalicão e marcou ao 82, talvez seja o exemplo máximo da ideia já apresentada, pois valeu a vitória, mas, na verdade esta foi a sexta ocasião em que um futebolista que começou a suplente marcou. E isto só em jogos de Liga. E foi, também, a segunda vez que o camisola 23 o fez, mas o remate certeiro anterior não teve tanto impacto, pois foi diante do Casa Pia numa altura em que o resultado já estava em 2-0.

Mas esta história começou a ser contada numa fase muito precoce da temporada, logo na jornada 3, diante do Nacional, quando um jogador que já nem sequer está em Alvalade, o dinamarquês Conrad Harder, marcou mas numa altura em que o score já estava em 2-1 favorável aos verde e brancos.

Saiu Harder para o Leipzig, entrou Ioannidis, proveniente do Panathinaikos, para o seu lugar e o grego também já marcou por duas vezes na Liga saído do banco. Primeiro ao Moreirense, mas quando o resultado já estava em 2-0, depois ao Alverca e neste com maior preponderância, tendo em conta que quando acertou com o golpe de cabeça o resultado ainda estava 0-0.

A fechar este lote encontramos Quenda, que marcou o terceiro golo ao Tondela (3-0).

Mas este recurso recorrente ao banco de suplentes faz parte da filosofia implementada por Rui Borges, que pretende sempre ter «a malta ligada». Ao longo da semana, segundo A BOLA apurou, o técnico faz questão de motivar todos os futebolistas, evidenciando que qualquer um deles — seja titular ou suplente — tem peso relevante na equipa na medida que pode ter papel crucial a desbloquear jogos. Esta tese é corroborado por números, tendo em conta que o técnico já operou 101 substituições para a liga durante a temporada em curso, numa média de 4,6 por jogo — o máximo são cinco...