SC Braga: só a vitória interessa para evitar pior registo dos últimos anos
Seja qual for o resultado do jogo contra o Estrela da Amadora (sábado, às 18h), este SC Braga já não se livrará do top-3 de piores pontuações na primeira volta dos últimos 12 anos.
O campeonato português voltou às 18 equipas em 2014/15. Desde então, ao fim de 17 jornadas, o pior registo dos guerreiros do Minho, em termos de pontuação, foi em 2019/2020: 27 pontos - que pode agora igualar, se empatar na Reboleira.
A segunda pior primeira parte da época foi em 2015/16: 29 pontos - curiosamente o melhor que a turma de Carlos Vicens poderá alcançar este ano, se vencer o próximo jogo.
Porém, em caso de derrota, será a pior primeira volta desde que a I Liga voltou às 18 equipas. Nas restantes nove épocas, os bracarenses viraram sempre o campeonato com mais de 30 pontos. O melhor registo foram os 40 de 2022/23.
Importa salientar que cenários idênticos a este não são caso para alarme na Pedreira. Em 2019/20, o SC Braga somou mais 33 pontos até ao fim da competição e ainda alcançou o 3.º lugar - atrás de Benfica (77 pontos) e do campeão FC Porto (82). Já em 2015/16 os minhotos acabaram a época em 4.º (58 pontos), atrás de FC Porto (73), Sporting (86) e do campeão Benfica (88).
Substituir o insubstituível
Ricardo Horta foi expulso pela segunda vez na carreira, no jogo da jornada passada frente ao Benfica. A primeira tinha sido em janeiro de 2014, quando representava Vitória de Setúbal, num jogo da Taça da Liga, frente ao Rio Ave. No último domingo, uma falta sobre Prestianni, para lá do minuto 90, valeu-lhe o segundo amarelo que o deixou de fora do jogo contra o Estrela da Amadora.
O capitão dos arsenalistas foi titular em 25 dos 32 jogos do SC Braga esta temporada. É um dos indiscutíveis de Carlos Vicens. Descrito também como insubstituível porque, de facto, não é fácil encontrar alguém que dê ao jogo do SC Braga o que o 21 dá.
Contudo, o plantel dos guerreiros do Minho é vasto e opções para ocupar a posição que habitualmente pertence a Ricardo Horta não faltam: desde Zalazar a Pau Victor, passando por Gabri Martínez.