Rafael Leão com a camisola do Milan
Rafael Leão com a camisola do Milan

Rafael Leão: «Foi devastador, pensamos no Diogo Jota em cada jogo»

Avançado português recordou Diogo Jota, apontou à conquista do Mundial e destacou papel de Ibrahimovic na sua adaptação ao Milan

Rafael Leão, avançado português do Milan, não esqueceu Diogo Jota e garantiu que a Seleção Nacional irá tentar conquistar o Mundial, depois de ter vencido a Liga das Nações.

«Duas semanas antes do seu falecimento, ele estava connosco na Seleção, a celebrar. Todos nós nos preocupávamos com ele. Era um bom colega e queria ajudar todos. Foi devastador. Pensamos nele em cada jogo e imaginamos como celebraria um golo. O Mundial era uma competição em que o Diogo Jota queria estar. Vamos dar o nosso máximo por ele e tentar deixá-lo orgulhoso», referiu em entrevista ao Kickin’It, da CBS Sports.

O atacante dos rossoneri deixou palavras de apreço sobre Roberto Martínez, Selecionador Nacional. «Toda a equipa gosta de Roberto Martínez, levou Portugal a uma boa posição no ranking. Ganhámos a Liga das Nações e o Mundial é uma excelente oportunidade para mostrarmos do que somos capazes. É o homem certo para estar ao comando», contou, falando sobre a primeira vez que conheceu Cristiano Ronaldo: «Estava nos sub-21 e a falar com um amigo que estava na Seleção A, e o Cristiano passou. Tem uma aura incrível. Foi a primeira vez que o conheci. Só o vi, não falei com ele. Na primeira chamada à Seleção A, deu-me os parabéns e disse-me que podia ajudar a equipa. É uma boa pessoa e tenta ajudar os mais jovens. Mesmo com 41 anos, quer ser o número um, é alguém que inspira os mais novos.»

A cumprir a sétima época no Milan, Rafael Leão não está a ter a melhor das temporadas a nível físico. Ainda assim, continua a ser um dos jogadores-chave dos rossoneri. Rafael Leão abordou a mudança para o Milan, em 2019/2020, afirmando que o Inter também demonstrou interesse. 

«O Inter ligou para o diretor desportivo do Lille e disse que estava interessado em mim. Mas eu não estava convencido. No passado, acompanhei o Milan do Maldini e do meu ídolo Ronaldinho. Terminámos em segundo lugar, mas disseram-me que o Milan me queria. Paolo Maldini disse que me andou a observar durante a época e convidou-me a ir para o Milan. Então, assinei. O começo não foi fácil, mas agora estou muito feliz por estar aqui e ser uma referência para a equipa e para os adeptos», referiu, falando ainda da conquista da Serie A em 2021/2022. 

«Não esperava ganhar o Scudetto. Depois do último jogo, disseram-me que tinha sido o melhor jogador da temporada. Não esperava, foi uma das minhas melhores épocas a nível pessoal, mas também coletivo. Não posso mudar quem sou. Desde criança, sempre sorri. Se mudasse, deixaria de ser o Rafael Leão», apontou, contando como reagiu quando Allegri lhe disse que queria que jogasse como referência no ataque: «Disse-lhe que estava pronto, consigo marcar mais golos nessa posição.» 

Por último, Rafael Leão deixou elogios a Zlatan Ibrahomovic, ex-jogador e atual conselheiro do Milan, e falou acerca dos dérbis. 

«Ibrahimovic era muito exigente como jogador, até demais. Para mim, era sempre uma pressão positiva. Aprendes muito com pessoas assim. Se falam contigo, é porque estão interessadas em ti. Mesmo hoje, converso muito com ele e temos uma ótima relação. Ajudou-me muito e sei que se precisar de alguma coisa, ele estará lá. Também tenho uma ótima relação com o Pulisic. Agora já nos conhecemos melhor, inclusive dentro de campo. Tivemos algumas lesões esta temporada, então não jogamos muito juntos. É um grande jogador. Nos dias que antecedem o dérbi, não sais, ficas em casa. É uma semana realmente louca, todos querem bilhetes e falam sobre o jogo, o melhor da temporada. O dérbi é uma questão de vida ou morte... e eu quero vivê-lo. Jogar num dérbi é incrível, os adeptos cantam do início ao fim», completou.