O goleador do Oliveira do Hospital com o «sonho» de se estrear no Dragão
Com formação no FC Porto e Famalicão, onde foi campeão nacional de juniores, Gustavo Barros, avançado de 22 anos, mudou-se esta época para o Oliveira do Hospital (Campeonato de Portugal), depois de uma temporada no Amora (Liga 3).
O início de 2026/27 tem sido marcante, com uns impressionantes seis golos nos últimos sete encontros. O último tento foi apontado no empate no dérbi vizinho entre Oliveira do Hospital e Nogueirense. Em cima dos 90 minutos, assumiu a cobrança de um livre à entrada da área e não desperdiçou com o pé esquerdo.
«Quando era criança batia mais as bolas paradas, mas ultimamente não era uma coisa que me focasse tanto, a não ser os penáltis. Mas senti confiança, decidi pegar na bola e bater com convicção, até porque também é uma coisa que venho agora a treinar bastante», confessou, em conversa com A BOLA, destacando o ambiente sentido no estádio.
«Muito positivo, foi um ambiente bom e saudável, as bancadas cheias. As coisas acabaram por acontecer e também depois de fazer o golo e ir festejar para a bancada e ver o ambiente no estádio, gostei bastante. É sempre bom puxar a adrenalina e um jogador também anda no futebol para isto, para jogar os grandes jogos e ver os grandes espetáculos de futebol», acrescentou Gustavo Barros, que é um dos melhores marcadores do Campeonato de Portugal, com cinco golos, tendo apontado mais dois na Taça de Portugal.
«Deve ser o meu melhor início de época. Está a começar bem, estou-me a adaptar bem à nova equipa. Também estou a gostar do ambiente da equipa e do próprio clube», comentou. Em Oliveira do Hospital, o avançado português está a ter uma continuidade como titular, algo que não tinha acontecido na temporada transata: «É o mais importante, até porque jogando, tendo minutos e a confiança dedicada em mim, as coisas começam a ficar mais fáceis. A confiança começa a vir ao de cima e consigo meter o meu futebol em prática. As coisas acabam por acontecer mais naturalmente.»
Gustavo Barros destacou a «finalização» e o «apoio frontal» como pontos fortes no seu jogo: «Gosto de fazer golos. Claro que aquilo em que um ponta de lança é menos bom tem sempre de trabalhar, até porque uma coisa muito importante é ser variável no nosso estilo de jogo, para os adversários não estarem preparados para aquilo que vai acontecer.»
Antes da transição para o futebol sénior, Gustavo Barros passou pela formação de FC Porto e Famalicão, cruzando-se com jogadores que fazem parte, atualmente, do plantel principal dos portistas.
«Joguei com o Martim Fernandes no FC Porto, treinei com o Diogo Costa na equipa B. Apanhei o Francisco Moura no Famalicão», lembrou, assumindo que alimentou o sonho de jogar no Dragão com a camisola do FC Porto.
«O meu principal sonho era estrear-se pela equipa A do FC Porto. É o meu clube do coração. Mas, neste momento, não penso nisso. Penso no clube que me der melhores condições, quiser o melhor por mim, é onde vou dar o meu máximo. Mas sim, antes tinha esse objetivo e sonho de me estrear no Dragão e jogar na equipa principal do FC Porto», confessou o atacante.
Depois de uma época na Liga 3, Gustavo Barros está agora no Campeonato de Portugal.
«Existem diferenças. Há mais erros individuais, mais futebol partido, menos experiência. Mas também há muita qualidade. Senti diferenças no ritmo de jogo. No Campeonato de Portugal acaba por surgir um bocadinho mais de espaço, as equipas batem de frente e não têm medo de assumir o jogo. Mas também há equipas que têm um bloco muito baixo. Há diferenças entre os dois patamares, mas também muita qualidade em ambos», analisou, abordando os objetivos individuais e coletivos para 2026/27.
«O objetivo da equipa é sempre o melhor para todos, cada fim de semana lutarmos pelos três pontos. Individualmente, não gosto de criar objetivos. Penso é no futuro da equipa. O objetivo claro, na minha opinião, e aquilo que quero, é a subida à Liga 3. Temos de prová-lo jogo a jogo e depois no final é que se fazem as contas», defendeu.
«Víamos que Martim Fernandes ia chegar rápido à equipa A»
Na formação do FC Porto, Gustavo Barros cruzou-se com Diogo Costa e Martim Fernandes, atualmente peças importantes para Farioli no Dragão.
«Naquela altura, com quem eu frequentava mais o balneário e lidava diariamente era o Martim Fernandes. Jogava e treinava connosco com 16 aninhos nos sub-19. A alegria que tinha nas pernas e aquilo que jogava, víamos logo que ia chegar o mais rápido possível à equipa A, até que no ano a seguir estreia-se na equipa principal», afirmou o avançado, que admitiu dificuldades na transição para o sénior.
«Faço a formação no FC Porto, depois vou para o Famalicão e somos campeões. Em sub-23 também eramos candidatos ao título. Habituei-me a outra realidade, uma equipa com bola, um ponta de lança que é preciso estar na área. Depois nos plantéis seniores apanhei realidades totalmente diferentes. Na Liga 3 é muito mais a disponibilidade física, defender, relvados não tão bons, o jogo é praticamente uma guerra, leva-se e dá-se porrada. Mas estou a adaptar-me bem, já sei aquilo que é a Liga 3 e o Campeonato de Portugal», atirou.
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