José Mourinho tirou a barba
José Mourinho tirou a barba

Mourinho: «Vinícius? Nunca vou prejudicar a equipa para beneficiar um jogador»

Treinador português falou sonbre a

Na conferência de imprensa de antevisão à deslocação do Real Madrid ao reduto do Valência, a última antes da paragem para os compromissos das seleções, José Mourinho abordou a gestão do plantel e ao estatuto de Vinícius - que abrandou ritmo devido a ter de cumprir 4 jogos de castigo na LaLiga-, vincando uma postura irredutível quanto às prioridades do grupo.

«Para mim, o mais importante é a equipa. Nunca, por vontade própria, quis prejudicar a equipa para beneficiar um jogador. Na UEFA Champions League [onde pode jogar por não estar castigado] pôde colocar-se essa questão e, quando voltarmos à normalidade e o Vinicius estiver disponível, farei a minha gestão. Como treinador, não penso jogo a jogo, penso também no próximo e na sequência que temos», sublinhou o treinador, recordando a partida europeia em Atenas, onde sim Vinícius pode jogar, e o desgaste do grupo.

«Este último encontro era para o Vini, para dar descanso a atletas como o Arda Guler, que tinha um problema, mas tenho de fazer tudo para ter os meus jogadores no nível máximo. É acreditar sempre no verdadeiro potencial do jogador: um jogador mau será sempre mau por muito que se tente, enquanto um bom jogador, nos seus momentos maus, deixa a porta aberta para que possa regressar à normalidade. Se fosse outro jogador e não o Vinicius, teria sido dito que o jogo de Atenas foi normal. O Vinícius do ano passado eliminou-me da Champions, resta continuar a trabalhar. Há a amizade dos companheiros, de todos sem exceção, mas, na hora de decidir, a equipa tem de estar acima de qualquer jogador», sustentou, esperando que o brasileiro suba rapidamente de forma, mas sabendo também que a equipa se tem portado bem sem ele.

A gestão física tem sido um desafio acrescido face ao calendário apertado. A comitiva merengue aterrou na capital espanhola às 3 horas da madrugada após a viagem a Atenas, tendo jogadores e equipa técnica pernoitado nas instalações de Valdebebas para «dormir mais duas horas». Face ao desgaste, José Mourinho confirmou mexidas no onze: «Ninguém foi a casa, mas não vamos dramatizar. Não penso num plano especial, mas é fácil entender que amanhã vão jogar o Konaté e o Dean. Vamos repartir minutos com os jogadores possíveis. Graças à decisão de jogarmos ao sábado, os que vão para a seleção têm o domingo livre.»

Sobre a visita ao reduto do Valencia, o técnico luso antecipou um duelo de elevado grau de exigência. «Dá-me medo o jogo de amanhã. Medo entre aspas. A dificuldade do jogo é a minha preocupação; a seleção não é problema meu. Não me preocupa nada que um jogador tenha a honra de ir jogar pelo seu país. O problema para mim é o jogo de amanhã, contra uma equipa fresca que teve toda a semana para preparar a partida e com um treinador que não está preocupado em jogar maravilhosamente bem, só está a pensar em ganhar», vincou.

«Mais do que o Mestalla, olho para o Valencia como clube. O jogo de amanhã é um dos mais difíceis de toda a Liga. Têm um treinador muito difícil, com muita experiência e que sabe perfeitamente a filosofia que quer para as suas equipas», disse sobre Javier Aguirre.

«Que perdessem os dois»

Confrontado sobre o embate entre o Atlético e o Barcelona, o técnico respondeu de forma pragmática: «Gostava que perdessem os dois, mas isso não é possível. Um deles vai perder pontos este fim de semana, mas, com toda a honestidade, é-me indiferente o que aconteça.»

Questionado sobre a fase em que a equipa se encontra, foi vincada a preferência por duelos sem sobressaltos desde os instantes iniciais: «É melhor não ter de fazer reviravoltas, é melhor como em Santander, com 0-3 ao intervalo.»

Apesar de enaltecer o caráter demonstrado nos momentos de reação, foi também salientada a margem de progressão necessária nas entradas em campo. «Dar a volta ao marcador significa algo positivo, mas também negativo. É a crença, um banco rico, a motivação do grupo, é saber que camisola vestes... mas tem igualmente o seu lado negativo e temos de trabalhar esse aspeto. Temos de encontrar mais uniformidade na hora de começar os jogos», concluiu.

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