O último jogo de CR7 por Portugal foi em Alvalade
O último jogo de CR7 por Portugal foi em Alvalade

Adeus Ronaldo, olá Seleção

Não seria possível retomar a relação CR7-JJ e o jogador decidiu antecipar-se. Vem aí homenagem e, entretanto, Portugal terá de continuar a sobreviver em campo

Jorge Jesus anuncia amanhã os convocados para os jogos com a Dinamarca e o País de Gales e a conferência de imprensa será marcada certamente pela decisão de CR7 de abandonar a Seleção, comunicada na véspera.

Não consigo imaginar alguém que tenha ficado mais aliviado com esta notícia do que o selecionador, preso entre as suas palavras durante a novela da última paragem e os resultados e as exibições que Portugal conseguiu entretanto, sem Cristiano Ronaldo em campo. O discurso será marcado pelos agradecimentos ao antigo capitão, como tem de ser, mas será difícil disfarçar o descanso que sentirá ao preparar estas duas partidas sem o desconforto da presença do jogador que abandonou o último estágio porque aqueceu e não entrou e depois não ouviu o que queria de JJ.

Conforme A BOLA avançou, CR7 estaria na lista que será lida esta sexta-feira e, por isso, decidiu antecipar a saída e informar Pedro Proença, mas não Jesus. O controlo de danos a seguir à rutura foi apenas isso mesmo e não um retomar da relação, como pareceu evidente desde o comunicado do jogador com muitas críticas ao selecionador. Ronaldo não iria prestar-se a ficar no banco contra a Dinamarca e felizmente não teremos de ver Jesus evitar colocá-lo a aquecer.

As próximas horas serão de muitos elogios ao internacional que se tornou maior do que Portugal e de uma certa nostalgia em relação às mais de duas décadas de Cristiano ao serviço da Seleção (e, por vezes, da Seleção ao serviço de Cristiano). O até aqui capitão merece uma homenagem à altura, os portugueses também, e a Federação prometeu-lhes uma.

Entretanto, a Seleção vai reunir-se na próxima segunda-feira para tentar garantir o 1.º lugar do grupo na Liga das Nações e a equipa terá de começar a aprender a existir no pós-Ronaldo. Pela amostra que vem da última concentração, não haverá grandes razões futebolísticas para preocupação. Bruno, Bernardo, Diogo, Rúben, Gonçalo e companhia não terão adeptos espalhados pelo mundo em euforia a cada saída do hotel ou toque na bola, mas têm qualidade e treinador para sobreviver.

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