Mercado: Carrick pensa em recuperar proscrito de Ruben Amorim
Marcus Rashford parece ter encontrado a sua felicidade em Barcelona, onde vive uma vida mais discreta e longe dos holofotes que o perseguiam em Manchester. A pressão em Espanha é diferente, como refere uma fonte próxima do jogador, citada pelo The Telegraph: «O bom de Barcelona é que, quando algo corre mal ou perdem, as questões não são sempre sobre o Marcus. Isso nunca acontecia no Manchester United. Lá, parecia que a culpa era sempre dele.»
Apesar de um possível regresso a Old Trafford ser difícil de imaginar, Michael Carrick, caso permaneça como treinador principal do Manchester United para lá desta época, gostaria de contar com o seu antigo colega de equipa, com quem jogou sob o comando de Louis Van Gaal, adianta o The Telegraph.
Contudo, a forma como Rashford saiu torna esse cenário improvável. O Manchester United retirou-lhe a camisola número 10, entregando-a a Matheus Cunha, e o clube mostrou-se tão determinado em libertá-lo da sua folha salarial que não incluiu uma cláusula de regresso em janeiro no acordo de empréstimo, uma opção comum neste tipo de negócio. Recorde-se a polémica com Ruben Amorim, que, antes de ser demitido e em resposta a uma pergunta sobre Rashford, afirmou que preferia colocar o seu treinador de guarda-redes de 63 anos no banco a um jogador que não desse tudo em campo.
Enquanto isso, o avançado inglês, com contrato com o Manchester United até junho de 2028, está satisfeito na Catalunha. O sentimento parece ser mútuo, e o Barcelona tem uma opção de compra de 26 milhões de cerca de 30,7 milhões de euros no final da temporada, que o treinador Hansi Flick está interessado em acionar.
Este valor é surpreendentemente baixo para um jogador da sua qualidade, embora o seu salário de 325 mil libras semanais (cerca de 384 mil euros) seja um fator a considerar, dadas as dificuldades financeiras do clube catalão. O Barcelona não pagou taxa de empréstimo, mas cobre o vencimento do jogador, existindo dúvidas se Rashford aceitará um corte salarial para viabilizar a transferência. Ainda assim, não se encontra entre os mais bem pagos do plantel.
A esperada saída de Robert Lewandowski, de 37 anos, em junho, poderá aliviar o orçamento, embora o clube deva contratar outro ponta de lança. Até ao momento, não houve comunicação oficial entre os clubes sobre o futuro de Rashford, mas a situação não gera ansiedade em Barcelona, que pode esperar para tomar uma decisão.
Hansi Flick, que insistiu na sua contratação, não poupa elogios ao jogador de 28 anos, especialmente após o golo que ajudou a garantir a passagem aos quartos de final da Liga dos Campeões. «Velocidade, finalização, controlo. Ele tem uma qualidade incrível, a sério», afirmou o técnico alemão, que já comunicou a Rashford o desejo de o manter a longo prazo.
Marcus Rashford parece ter recuperado o sorriso em Barcelona, onde uma vida mais tranquila e longe dos holofotes lhe permitiu reencontrar a sua melhor forma. A mudança para a Catalunha, após uma vida inteira em Manchester, era necessária e os resultados estão à vista, com o avançado a afirmar publicamente estar de volta ao seu «lugar feliz».
A adaptação à nova cidade foi facilitada pela companhia da sua ex-noiva, Lucia Loi, que se mudou para o ajudar a instalar-se no novo apartamento. O casal foi visto junto em dezembro, a assistir a um jogo da equipa de basquetebol do Barcelona. O jogador inglês vive agora num complexo exclusivo perto de Castelldefels, uma localidade costeira a sul de Barcelona, onde residem muitos futebolistas e que fica a apenas 20 minutos do centro de treinos do clube, a Ciutat Esportiva Joan Gamper.
Fontes em Espanha referem que o jogador tem mantido um perfil discreto. «Ele não é um dos jogadores principais, como Yamal, e talvez esteja a gostar disso», afirma uma fonte, acrescentando: «Até tem passado um pouco despercebido – se é que se pode passar despercebido jogando no Barcelona – e tem mantido a cabeça baixa. A atenção tende a estar noutros lugares».
A mudança de ares era um desejo antigo de Rashford, que via o Barcelona como o seu destino de eleição. O empréstimo ao Aston Villa, em janeiro passado, foi encarado como um trampolim para chegar à Catalunha. Na altura, o clube espanhol já tinha tentado a sua contratação, mas as limitações do teto salarial impediram o negócio. A paciência do jogador, que esteve disposto a ficar no Manchester United mesmo sem jogar sob o comando de Amorim, acabou por ser recompensada.
Apesar de feliz na Catalunha, Rashford continua a ser um adepto do Manchester United, vendo todos os jogos e mantendo o contacto com antigos colegas. O seu futuro será discutido entre os dois clubes, mas um regresso a Old Trafford parece, neste momento, um cenário improvável.
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