Frederico Varandas: novo mandato com vista para a Europa
Umas eleições como as que o Sporting teve no passado fim de semana podem ser vistas pelo menos de duas formas: há estabilidade, e por isso foi quase um plebiscito; ou há inércia e falta de vitalidade democrática.
O mesmo exercício pode aplicar-se a eleições como as que o Benfica teve no final de 2025: o facto de haver seis candidaturas foi sinal de enorme vitalidade da instituição ou de grande desnorte?
Poderá haver outras variantes, mas estas bastam para defender o ponto essencial: a forma como se avalia será sempre subjetiva, por mais factuais que sejam os resultados.
No caso do Sporting, por se tratar do clube com maior sucesso futebolístico em Portugal na década em curso (e isso é mais que factual — o que mexe é o futebol), tudo indica que a esmagadora vitória de Frederico Varandas no sábado corresponde à ratificação do caminho traçado desde 2018, o que não é coisa pouca, sobretudo se atendermos ao que antecedeu este período, com o clube muito perto de entrar numa espiral irreversível de decadência.
Por ironia, mas uma ironia que passará ser poética em caso de sucesso, o primeiro jogo da equipa de futebol no terceiro mandato de Varandas é aquele que pode colocar o clube num patamar europeu ao qual não está acostumado mas que deve — até em obediência ao lema da sua fundação — passar a ser mais comum, ainda que se torne difícil ser muito frequente.
O Sporting tem uma desvantagem brutal contra a qual tem de lutar esta terça-feira, mas nunca é demasiado cedo para se traçar um caminho. Uma eventual presença nos quartos de final de uma UEFA Champions League cada vez mais elitista representaria um passo de gigante para aquele que deve ser um dos objetivos do próximo quadriénio: sabendo que não há condições contextuais (e provavelmente não voltará a haver) para ser «tão grande como os maiores da Europa», é fundamental, como FC Porto e Benfica conseguem com relativa assiduidade, estar mais vezes entre eles.
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