Acusação de violência doméstica tirou lenda do Man. United do 'Hall of Fame'
A Premier League abandonou as intenções de anunciar Ryan Giggs, lenda do Manchester United, como um dos primeiros membros do seu Hall of Fame. A razão para a decisão polémica prende-se com o processo judicial por violência doméstica em que o antigo internacional galês esteve envolvido.
Alan Shearer tornou-se o primeiro membro, e o plano original era que fosse introduzido juntamente com a lenda de 52 anos dos red devils. O antigo extremo detém o recorde de mais títulos na Premier League desde a sua criação, com 13, o mesmo número que Sir Alex Ferguson como treinador, e também o recorde de mais temporadas consecutivas a marcar no campeonato, tendo balançado as redes em todas as campanhas em que foi futebolista profissional até à sua reforma, de 1990/91 a 2013/14.
Estes planos foram inicialmente adiados em 2020, devido à pandemia da COVID-19, e quando foram retomados, o galês já enfrentava acusações de violência doméstica, tendo sido substituído por Thierry Henry na distinção.
Ryan Giggs foi acusado em abril de 2021 de comportamento coercivo e controlador contra a ex-companheira, Kate Greville, e de agressão à irmã desta, enquanto era selecionador do País de Gales. Em 2023, o processo acabou por ser arquivado depois de o Ministério Público britânico retirar as acusações, na sequência da decisão da ex-parceira de não prestar depoimento num novo julgamento.
Desde o colapso do caso, têm aumentado os apelos para que o galês seja incluído no Hall of Fame. Em dezembro, Giggs afirmou que a distinção não é uma preocupação central para si, sublinhando que ficará satisfeito se acontecer, mas que não perderá o sono caso não seja incluído. A Premier League mantém contactos com os representantes do ex-jogador, sendo que as últimas conversas tiveram lugar antes da mais recente cerimónia de indução no Hall of Fame, em novembro.