Kristian Olsen (Foto: SL Benfica)

«Arrisquei ao assinar pelo Benfica, mas tem sido um desastre»

Andebolista dinamarquês Kristian Olsen está de saída, depois de uma época marcada por lesões, e deixa críticas ao clube português

Reforço do Benfica para 2025/26, depois de ter sido a revelação da Liga sueca na temporada anterior, com a camisola do Ystads IF, Kristian Olsen tem estado constantemente condicionado por lesões. O andebolista dinamarquês não esconde, perante o pesadelo, que deve estar de saída da Luz, mas deixa críticas ao clube português.

«O ano em Ystad significou muito para mim. Recuperei a alegria no andebol e a autoconfiança. Foi por isso que aceitei a proposta do Benfica», começa por explicar o lateral-direito de quase dois metros, em entrevista ao Ystads Allehanda.

«Arrisquei ao assinar pelo Benfica, mas, em termos de andebol, tem sido um desastre», lamenta o dinamarquês. Apesar da desilusão desportiva, Olsen encontra consolo na vida fora do campo: «Nem tudo na vida é andebol. Lisboa é um lugar agradável, a cidade é bonita e tem muita cultura. Desse ponto de vista, não me posso queixar. Mas, claro, vim para cá para jogar andebol…»

Os problemas começaram logo no verão passado, após a sua chegada à Luz. «Lesionei-me no ombro e isso impediu-me de participar nos jogos de pré-época», recorda. Embora tenha recuperado a tempo de jogar na estreia do campeonato, o azar bateu-lhe à porta logo a seguir. «No primeiro treino a seguir, o meu pé cedeu completamente», recorda.

«Pisei em alguém e torci o pé. Pensou-se que era uma lesão ligamentar e tive de parar durante seis semanas. Mas quando tentei voltar a jogar, o problema persistia, não conseguia correr. Os exames mostraram que o meu pé tinha um osso extra, que não era necessário, mas que estava partido. Tinha de ser operado», detalha Olsen.

Embora tenha voltado a jogar, entretanto, o dinamarquês continua limitado: «Ainda tenho problemas no ombro e, quando remato, faço-o a 80 ou 90 por cento. Não consigo fazer 50 remates num treino, as dores seriam demasiadas. E também não consigo saltar como antes, devido à lesão no pé.»

«Tento aguentar e superar a dor, mas não consigo jogar como antes. Se isto continuar assim ou piorar, não jogarei mais esta época. Não dá», desabafa o andebolista, evasivo quando questionado sobre o apoio do clube: «Sobre isso, prefiro não me pronunciar. Mas digamos que não é como seria num clube escandinavo».

Com contrato válido apenas até ao final da época, a renovação com o Benfica parece improvável. «Aprendi a nunca dizer nunca, mas, como me sinto agora, não haverá continuidade. Dói demasiado jogar a nível de elite», afirma. Os planos para o futuro passam por um regresso aos estudos de veterinária, em setembro, na Universidade de Copenhaga.