Adeptos do Senegal a celebrar a conquista da CAN em Marrocos
Adeptos do Senegal a celebrar a conquista da CAN em Marrocos - Foto: IMAGO

Marrocos pede até dois anos de prisão para adeptos senegaleses

Danos no estádio custaram mais de 370 mil euros, segundo o Ministério Público marroquino

O Ministério Público de Marrocos pediu esta quinta-feira penas de prisão efetiva até dois anos para cada um dos 18 adeptos senegaleses detidos no país desde a polémica final da CAN, a 18 de janeiro. Os arguidos são acusados de «hooliganismo» na sequência de incidentes ocorridos durante o jogo.

Numa nova audiência no tribunal de primeira instância de Rabat, o representante do Ministério Público afirmou que os adeptos «quiseram deliberadamente perturbar o bom desenrolar do jogo» e «cometeram atos de violência transmitidos em direto por canais de televisão».

Os 18 senegaleses enfrentam acusações que incluem atos de violência contra as forças da ordem, danos em equipamentos desportivos, invasão de campo e arremesso de projéteis. A pena de dois anos de prisão corresponde à sanção máxima prevista para estes crimes.

Através dos seus advogados, e com o apoio da Federação Senegalesa de Futebol (FSF) e de vários jogadores, os acusados negaram todas as infrações de que são alvo. Recorde-se que a final, vencida pelo Senegal por 1-0 após prolongamento, foi marcada por momentos de grande tensão.

A tensão aumentou nos minutos finais do encontro, quando um penálti assinalado a favor de Marrocos, e posteriormente falhado por Brahim Díaz, foi veementemente contestado pelos jogadores senegaleses, que chegaram a recolher aos balneários por alguns minutos. Segundo a acusação marroquina, foi nesse momento que adeptos senegaleses descontentes tentaram invadir o relvado e arremessaram objetos, incluindo pelo menos uma cadeira.

De acordo com o Ministério Público, os danos materiais no estádio, que foi totalmente reconstruído antes da CAN, estão avaliados em mais de 370 mil euros.