Keylor Navas: «Identifico-me com a dor do Vinícius, é necessário um castigo pesado»
Prestes a completar 40 anos, o tricampeão europeu pelo Real Madrid Keylor Navas continua em atividade e, a propósito do lançamento de um documentário, falou sobre a carreira, as dificuldades iniciais e o desejo de um dia regressar ao clube madrileno, em entrevista aos espanhóis do AS.
Atualmente a defender a baliza do Pumas, no México, o guarda-redes costa-riquenho fez um balanço das duas décadas como profissional, uma carreira que começou no Deportivo Saprissa, a 6 de novembro de 2005, e que o levou à conquista de 29 títulos.
«Estou a desfrutar ao máximo e a dar os meus cem por cento, como sempre. A minha forma de entender o futebol sempre foi entregar-me ao máximo e cuidar-me o mais possível. Se não o tivesse feito, não estaria como estou», afirmou.
O guardião acrescentou que o segredo da longevidade de jogadores como ele, Modric ou Cristiano Ronaldo reside no profissionalismo: «No futebol não há segredos nem casualidades. Ambos fizeram as coisas bem e por isso estão em plena forma com a idade que têm.»
Ao recordar passagem pelo Real Madrid, revelou que rejeitou duas propostas do Atlético de Madrid e que a transferência falhada para o Manchester United foi uma «resposta de Deus».
É necessário um castigo pesado para as pessoas que erram de forma intencionada. Aquilo não é um erro pontual, mas sim um pensamento que se leva dentro, e, quando uma pessoa se sente atacada, saca-o para fora
E foi o mote mote para se pronunciar sobre o caso que se passou na Luz, em que Vinícius Jr. acusou Prestianni de lhe ter chamado macaco. «É muito triste, porque algo assim não deveria ocorrer com nenhuma pessoa no mundo. Quando isto sucede com alguém que conheces, como é o caso do Vini, sentes-te identificado com o sentimento e com a dor pela qual ele pode estar a passar, neste momento», começou por dizer.
«Não sei qual será o castigo justo, mas algo deveria haver»
«Oxalá que todos aqueles que podem fazer algo tentem fazê-lo, para que esse desprezo e esses comentários não tenham lugar, nem com o Vini, nem com ninguém», afirmou o guardião, que chegou a partilhar balneário com o brasileiro em 2018/2019, no Santiago Bernabéu.
«Não sei qual será o castigo justo, mas algo deveria haver. É necessário um castigo pesado para as pessoas que erram de forma intencionada. Aquilo não é um erro pontual, mas sim um pensamento que se leva dentro, e, quando uma pessoa se sente atacada, saca-o para fora. Deveria receber um castigo, para evitar que isto volte a acontecer», concluiu.