Enzo Maresca, treinador do Chelsea, a dar indicações
Enzo Maresca, treinador do Chelsea, a dar indicações - Foto: IMAGO

Imprensa inglesa envolve Jorge Mendes na crise entre Maresca e Chelsea

Técnico está prestes a deixar o Chelsea. A notícia surge de forma algo surpreendente, com a rutura a dar-se por motivos bizarros fora do campo

Em novembro tudo estava bem no Chelsea, mas bastou um mês para as coisas ficarem viradas do avesso e se falar, nas últimas horas, na saída iminente do treinador italiano do comando dos 'blues'.

Tudo começou a 11 de dezembro, quando Maresca, após a vitória por 2-0 sobre o Everton, declarou que «muitas pessoas proporcionaram as piores 48 horas» desde a sua chegada ao clube, sem especificar a quem se referia, mas deixando transparecer que não estava em sintonia com os dirigentes do clube. E, logicamente, estas declarações não foram apenas recebidas como desabafos de insatisfação, mas também foram criticadas pela cúpula do Chelsea.

Isto é apenas uma parte do conflito entre a direção e Maresca, com a BBC a revelar dois pontos de rutura.

Maresca tentou promover o seu próprio perfil como treinador após os recentes sucessos, entre eles a vitória no Mundial de Clubes, nos Estados Unidos. Planeou publicar um livro, algo que o clube bloqueou, e esteve presente na conferência Il Festival dello Sport em Trento, Itália, organizado pelo jornal Gazetta dello Sport, sem a permissão do Chelsea. Os seus comentários sobre as «piores 48 horas» surgiram sem aviso prévio à equipa ou à Direção, surpreendendo mesmo os membros da equipa técnica.

Além disso, evita cada vez mais usar os equipamentos do clube, optando por vestuário próprio.

Caminho aberto para Manchester

Pessoas próximas de Maresca afirmam que ele está a considerar o seu próprio futuro. Mudou de agente, passando da agência Wasserman para Jorge Mendes - algo que aconteceu em outubro -, alimentando assim rumores recentes de que poderia substituir Pep Guardiola no Manchester City.

Fontes britânicas chegam a afirmar que o italiano está a forçar a sua demissão em Stamford Bridge para receber uma indemnização, garantida pelo contrato até 2029, e isso já antes do jogo contra o City, no Etihad, no domingo.

Tudo isto enquanto tudo parecia idílico no verão passado. No Chelsea, estavam satisfeitos com Maresca porque ele garantiu a qualificação para a Liga dos Campeões, o que internamente era considerado a sua maior conquista, juntamente com a esperada vitória na Liga Conferência, e especialmente depois de ter dado um passo em frente com o título de campeão mundial no torneio inaugural nos EUA.

Entretanto surgiu um desentendimento no mercado de transferências. Maresca pediu à direção a contratação de um defesa-central devido à grave lesão de Levi Colwill, mas o clube considerou que seria melhor dar uma oportunidade ao talentoso Josh Acheampong. No final, o técnico italiano cedeu, mas é evidente que isso foi apenas uma gota no oceano da rutura com a cúpula do clube londrino.