Oscar Piastri - Foto: IMAGO

Oscar Piastri e as novas regras: «Receita para o desastre»

Piloto da McLaren deixou apelo à FIA

Oscar Piastri, piloto da McLaren, pediu à FIA para reformular algumas das regras para a temporada de 2026 da Fórmula 1, alegando que colocar 22 dos novos monolugares na pista é uma «receita para o desastre».

Após o primeiro teste no Bahrain, vários pilotos manifestaram preocupações, tanto em termos de desempenho como de segurança, relacionadas com os novos regulamentos. Estes preveem monolugares com aerodinâmica mais imprevisível e uma forte dependência da recuperação de energia devido à distribuição 50/50 entre a potência elétrica e o motor de combustão interna.

Os comentários de Piastri surgem na sequência da declaração do chefe da McLaren, Andrea Stella, que também considerou «imperativo» que a FIA preste atenção aos arranques das corridas e às ultrapassagens. Expressou a esperança de que um «compromisso» possa ser alcançado na reunião da Comissão de Fórmula 1 na próxima semana.

«Penso que é simplesmente complicado. Há muitas coisas que nunca fizemos antes, e são desafiadoras por natureza, porque algumas delas não são muito instintivas, especialmente quando se conduziu de uma certa forma nos últimos 15 anos», disse Piastri.

«É bastante difícil desaprender algumas dessas coisas, especialmente quando se trata de tirar o pé do acelerador nas retas ou ações semelhantes, que como piloto nunca se quer fazer em momento algum», prosseguiu, acrescentando: «No final, são carros mais lentos com menos força descendente e provavelmente mais potência à saída das curvas, por isso sentir-se-ão sempre difíceis e traiçoeiros de conduzir. Esse aspeto é uma coisa e, além disso, há todos os novos elementos que precisam de reforma.»

Piastri afirmou ainda que os testes prolongados para 2026 são necessários não só do ponto de vista do desempenho, mas também de uma «perspetiva de segurança limítrofe». «Penso que os arranques são talvez o problema mais óbvio por enquanto. As ultrapassagens, sabe, serão sempre difíceis de gerir até que tenhamos uma corrida real. Também é uma questão se vamos usar o modo de reta no início ou não, porque na minha opinião, um grupo de 22 carros com algumas centenas de pontos a menos de força descendente soa como uma receita para o desastre», defendeu.