Casa do Chelsea em ebulição e Maresca pode sair já
A situação em torno de Enzo Maresca tem sido tensa há semanas e há uma grande probabilidade de que possa sair em breve do comando do Chelsea. A gravidade da situação é tal que foi agendada uma reunião de emergência em Stamford Bridge, com o italiano como tema principal.
Os meios de comunicação britânicos, citando fontes do clube, indicam que Maresca pretende deixar o clube, mas não está claro se está disposto a sair sem indemnização. O seu contrato é válido até 2029, com opção de prolongamento por mais um ano.
A paciência dos dirigentes dos Blues, que somam apenas uma vitória nos últimos sete jogos do campeonato, tem sido testada pelas decisões de Maresca durante os jogos, mas, mais importante ainda, pelo seu comportamento fora de campo. Foi criticado por ter feito comentários enigmáticos sobre ter vivido as «piores 48 horas» no clube após a vitória sobre o Everton, a 13 de dezembro.
O Chelsea já perdeu 15 pontos a partir de posições de vantagem na Premier League esta época — o maior número entre todas as equipas.
As declarações confundiram a direção do Chelsea e deterioraram a relação de Maresca com os seus superiores. Não ajudou o facto de o italiano ter recusado repetidamente explicar o que queria dizer quando afirmou que «muitas pessoas» não o apoiaram antes do jogo com o Everton. Inevitavelmente, os rumores de problemas nos bastidores intensificaram-se.
A situação é tão avançada que se espera que o italiano, que foi assobiado pelos adeptos durante o dececionante empate a duas bolas com o Bournemouth na terça-feira, não lidere a equipa na deslocação ao Manchester City no domingo.
Uma tensão adicional foi criada pela sua declaração de que se sentia demasiado mal para dar a conferência de imprensa após o jogo com o Bournemouth. Pessoas dentro do clube ficaram surpreendidas quando o seu adjunto, Willy Caballero, falou aos meios de comunicação. O argentino disse que o treinador não se sentia bem há dois dias, mas na quarta-feira à noite surgiram alegações de que Maresca tinha, na verdade, deixado claro que não queria cumprir as suas habituais obrigações mediáticas. Alegadamente, estava a considerar as suas opções depois de se ter mostrado insatisfeito com certos elementos do projeto do clube.
No Chelsea, esta instabilidade não foi bem vista e espera-se uma reação. Estavam dispostos a dar-lhe tempo para reverter a má forma da equipa, com a ressalva de que dificilmente sobreviveria a janeiro se os maus resultados continuassem. No entanto, agora espera-se que a situação se resolva muito antes.
Já há substituto – da filial
Tudo acontece rapidamente, mas o Chelsea já tem um substituto para Maresca. Uma das soluções poderá ser a contratação do treinador do Estrasburgo, filial do Chelsea, Liam Rosenior. Rosenior deixou uma boa impressão na Ligue 1 francesa, parecendo ser o momento certo para apagar o incêndio na zona oeste de Londres.
Se Maresca sair, o Chelsea procurará o seu quinto treinador permanente desde que o clube foi comprado em 2022 pelos americanos liderados por Todd Boehly. Antes do italiano, foram despedidos Thomas Tuchel, Graham Potter, Frank Lampard e Mauricio Pochettino.