Gonçalo Guedes está com o gás todo e coloca Real Sociedad nas 'meias' da Taça do Rei
A Real Sociedad, com Gonçalo Guedes a brilhar, carimbou a passagem às meias-finais pela terceira vez consecutiva, após uma reviravolta épica frente ao Alavés (3-2). A equipa da casa esteve a vencer por 2-1 e desperdiçou uma grande penalidade, batida pelo ex-FC Porto Toni Martínez, que poderia ter sentenciado o jogo, mas os golos de Gonçalo Guedes e Óskarsson garantiram a vitória, mantendo vivo o sonho dos txuri-urdin.
O jogo começou com o Alavés a adiantar-se no marcador logo aos oito minutos, através de um remate forte de Abde à entrada da área, sem hipóteses para Remiro. A Real Sociedad sentiu o golo, mas conseguiu reagir e restabelecer a igualdade na sequência de um canto, com Oyarzabal, assistido por Gonçalo Guedes, a fuzilar a baliza de Raúl Fernández com um potente remate de pé esquerdo.
Ainda na primeira parte, o Alavés voltou a colocar-se em vantagem. Turrientes cometeu uma falta sobre Jonny Otto dentro da área e, na conversão do penálti, Toni Martínez não perdoou, fazendo o 2-1. A equipa da casa teve ainda oportunidades para ampliar a vantagem antes do intervalo, por intermédio de Parada e Calebe, mas a falta de pontaria e uma boa intervenção de Remiro mantiveram o resultado em aberto.
O momento decisivo da partida surgiu no segundo tempo. O Alavés beneficiou de nova grande penalidade, desta vez cometida por Caleta-Car sobre Toni Martínez. Contudo, o avançado permitiu a defesa de Remiro, desperdiçando a oportunidade de fazer o 3-1 e dar um novo fôlego à Real Sociedad.
A partir daí, a equipa visitante cresceu no jogo. Após um remate ao poste de Sucic, foi Gonçalo Guedes, a um quarto de hora do fim, a empatar a partida com um excelente remate cruzado. Já perto do final, Sucic isolou Óskarsson, que, na cara do guarda-redes, não vacilou e consumou a reviravolta, selando o resultado final em 3-2 e a qualificação da Real Sociedad.
Irmãos Williams resolvem
Uma jogada entre os irmãos Williams na segunda parte foi decisiva para o Athletic Bilbao eliminar o Valência da Taça do Rei, evitando o prolongamento. Nico assistiu e Iñaki finalizou de vólei na pequena área, silenciando o Mestalla e garantindo a passagem da equipa basca às meias-finais da competição.
Apesar de o Valência ter sonhado com a passagem, muito por culpa de um erro crasso do guarda-redes Padilla, que permitiu o empate, e de uma grande penalidade defendida por Dimitrievski, o Athletic foi superior e justificou a vitória. A equipa basca adiantou-se no marcador com um autogolo de Sadiq e, de um modo geral, controlou a partida.
Mesmo com a equipa afetada por várias baixas e jogadores em dificuldades físicas, o conjunto orientado por Ernesto Valverde conseguiu criar problemas ao Valência desde o início. Os jogadores da casa, apesar dos avisos do seu treinador, Carlos Corberán, sobre a pressão adversária, sentiram dificuldades em aproximar-se da baliza de Padilla.
O marcador foi inaugurado através de um lance infeliz de Sadiq (26') , que desviou de cabeça para a própria baliza na sequência de um livre. Pouco depois, o mesmo Sadiq (35') redimiu-se ao aproveitar uma falha de Padilla, que largou uma bola aparentemente fácil, para restabelecer a igualdade.
O Valência manteve-se na discussão da eliminatória graças ao seu guarda-redes, Dimitrievski. O macedónio brilhou ao defender um penálti cobrado por Jauregizar, assinalado após consulta do VAR por mão de Tárrega na área. Esta intervenção, aos 75 minutos, evitou o 1-2 e manteve a esperança dos anfitriões.
No entanto, já perto do final e quando o prolongamento parecia inevitável, a entrada dos irmãos Williams revelou-se fatal. A combinação entre ambos resultou no golo da vitória, que carimbou o passaporte do Athletic para mais uma meia-final em San Mamés.