Gary Neville dá novidades sobre a escolha do novo treinador do United
Gary Neville, lenda do Manchester United, afirma que o clube não se apressará na decisão sobre a situação do seu treinador.
O United nomeou o ex-médio Michael Carrick como interino até ao final da temporada, após a demissão de Ruben Amorim, mas há cada vez mais apelos para que lhe seja dado o cargo de forma permanente.
Isto acontece depois de ter conduzido a equipa a quatro vitórias consecutivas na Premier League, incluindo triunfos contra o líder Arsenal e o segundo classificado Manchester City.
Deixa o United na quarta posição, a três pontos do terceiro classificado Aston Villa, e com uma hipótese de garantir a qualificação para a Liga dos Campeões na próxima temporada, algo que parecia improvável sob o comando de Amorim.
No entanto, Neville afirma ter informações de que o clube não se apressará na decisão e esperará até ao final da temporada, enquanto avalia vários candidatos.
«Deixei a minha posição clara há algumas semanas e o que não vou fazer é repeti-la todas as semanas, mas o que fiz foi, de facto, falar com o clube, porque, em última análise, o clube é questionado constantemente por jornalistas e comentadores sobre qual é a posição do clube», disse o antigo defesa na Sky Sports.
«É uma situação muito difícil, há agora um grande movimento, com o que aconteceu, no sentido de dar o cargo a Carrick, dizendo que ele deveria ser considerado. Isso só vai aumentar quanto mais ele vencer e quanto mais se aproximar da Liga dos Campeões», prosseguiu.
«Perguntei ao clube qual é a posição oficial do clube em termos do que estão a dizer publicamente a todos os outros. Tenho de dizer que achei a resposta deles bastante boa. Disseram que já iniciaram o processo, começando a procurar outro treinador, o que achei correto», acrescentou.
«É bom ouvir isso porque é preciso planear tudo. Começaram o processo de falar e analisar outros treinadores, recolhendo todo o tipo de dados e analisando quem deve ser o próximo treinador do clube. Mas o que disseram é que não vão ser forçados – independentemente de vitórias, empates ou derrotas em campo nos próximos dois meses – a fazer uma nomeação. Vão esperar até ao final da temporada», juntou.
«O Michael é alguém que trabalharia sempre no melhor interesse do clube. Pode fazê-lo, ou pode dizer que não, que se sente suficientemente confortável e que construiu uma boa relação com os jogadores, com a sua equipa técnica, para colocar o seu nome na lista. Nesse momento, Michael Carrick, como em qualquer outra função de recrutamento para outros negócios, entraria num processo contra nomes como Thomas Tuchel e todos os outros que estarão disponíveis no verão. Acho que isso é justo», sublinhou.
Resta saber como se desenrolará a situação do treinador do United, numa altura em que são apontados ao cargo o selecionador de Inglaterra, Thomas Tuchel, o selecionador do Brasil, Carlo Ancelotti, o treinador do Marselha, Roberto De Zerbi, e o treinador do PSG, Luis Enrique.
Carrick conduziu o Manchester United a quatro vitórias consecutivas: Man. City, Arsenal, Fulham e Tottenham.