Duro golpe para a Mercedes: FIA aceita mudança de regras
A temporada de 2026 da Fórmula 1 poderá começar com um desafio inesperado para a Mercedes, líder inicial na aplicação das novas regras técnicas, tal como comprovado na semana de testes em Barcelona. Isto acontecerá se a informação do jornal Corriere dello Sport sobre a mudança de posição da FIA relativamente às condições de medição da compressão dos novos motores se confirmar.
Antes do início dos testes na Catalunha, ficou claro que a Mercedes encontrou uma forma de aumentar a compressão do motor de 16:1 para 18:1. Isto é possível porque a compressão é medida à temperatura ambiente de 20 graus e não quando o motor está quente e em funcionamento, altura em que a compressão atinge 18:1.
A Mercedes defendeu esta decisão, a Red Bull, que se acredita também a utilizar, declarou neutralidade em relação a uma possível alteração das regras, enquanto a Ferrari, a Audi e a Honda insistiram que a federação alterasse o regulamento e fechasse esta lacuna.
Segundo a mesma fonte, a FIA aceitou a tese da Ferrari, Audi e Honda, e para a Austrália, as condições em que a compressão nos cilindros é medida serão alteradas – a medição será feita com o motor aquecido em ralenti.
É interessante notar que a alteração destas regras não exige unanimidade, ou seja, os votos da FIA, da Fórmula 1 e de todos os cinco fornecedores de motores, mas sim uma maioria simples. E acredita-se que a Red Bull tenha mudado a sua posição de neutralidade: a Red Bull Powertrains apoiou a tese da Ferrari, Audi e Honda, o que deverá ser suficiente para a votação, de modo a que esta alteração entre em vigor para o início da temporada na Austrália.
A mudança nos critérios de medição também não seria uma boa notícia para os clientes do fabricante alemão: a McLaren, atual campeã mundial, nem para a Williams, que está a ter bastantes dificuldades antes de começar a temporada, e a Alpine, última classificada em 2025.